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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Sala de Aula Temática


Cada disciplina oferecida no ensino básico é diferente e necessita de materiais e recursos diferentes para que seu conteúdo possa ser assimilado com maior facilidade pelos alunos. Por isso, existem diversas propostas que visam a implantação de salas de aula temáticas nas escolas do país. 


Organizadas de acordo com a característica de cada disciplina, a sala de aula se torna um ambiente mais funcional ao desenvolvimento das aulas e mais atrativo ao aprendizado, além de otimizar o uso do tempo da aula, já que não seria necessário carregar nenhum material, nem montar nenhum instrumento.


Para que as salas de aula temáticas possam ser implantadas, é necessário que alguns pontos no funcionamento da escola sejam revistos, como o fato de existir uma sala exclusiva para cada disciplina, o que não é muito comum para as escolas brasileiras, mas que com organização pode ser modificado. 


Com salas de aula exclusivas para a disciplina, o professor terá liberdade de organizar e equipar sua sala de acordo com o conteúdo que será trabalhado. Recursos tecnológicos previamente instalados em cada sala também facilita o trabalho do professor, possibilitando que esse tenha acesso a internet, e a áudios, vídeos durante as aulas.


Um dos fatores que impedem muitas escolas a adotarem as salas temáticas, é o fato de que as mesmas não possuem o número de salas correspondente ao número de disciplinas e ao número de turmas. Outro fator é o receio que a direção e a coordenação das escolas têm da bagunça que os alunos durante a troca de períodos poderá fazer. Porém, com planejamento e organização é possível implantar o método e tornar o ensino muito mais interativo e atrativo aos alunos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA SALA DE AULA

No campo da educação é comum se deparar com colegas de profissão que se queixam da dificuldade que apresentam em dominar as modernas práticas pedagógicas. 


Para que o profissional encontre caminhos que facilite transferir o discurso pedagógico da teoria para a prática são necessárias diversas atitudes a serem observadas, bem como inseri-las na prática educacional. 

Considerando a real importância em aplicar com clareza o conhecimento que possui, bem como propiciar o sucesso profissional e o desempenho significativo dos alunos, orienta-se estar atento a determinadas questões como:


• Plano de Trabalho: Observação e compreensão 

É fundamental que o professor esteja atento, conhecer bem a turma para elaborar um plano de trabalho que deve ser voltado para o que fazer e como fazer;

• Avaliação: 
A avaliação é uma das principais formas de verificar o caminho que o aluno está seguindo, podendo descobrir suas reais dificuldades e necessidades, podendo interferir quando preciso e precocemente. 


 Contextualização: 

Além de relacionar certo assunto com o cotidiano dos alunos, fazer uma relação de conceitos e conteúdos com as disciplinas. 


• Interesse do aluno x Conhecimento Próprio; 

Instigar o aluno a adquirir o conhecimento prévio é uma atitude que compete ao professor. 


 Trabalho Interdisciplinar: 

A união das matérias propicia o conhecimento amplo do aluno, visto que um assunto passa a ser discutido e relacionado com diferentes disciplinas. 


• Sequência didática: 

Trata-se de uma série de aulas ministradas que não apresenta um produto final obrigatório e que leva os alunos ao desafio e aprendizado. 


• Temas Transversais: 

Não são disciplinas, mas sim temas que são abordados constantemente nas disciplinas. 


• Tempo Didático: 

Deixar claro os objetivos, estabelecendo o que quer ensinar; a forma como cada aluno aprende; a maneira que irá acompanhar o trabalho desenvolvido pelos alunos. 


• Inclusão: 

Preparar-se para receber o aluno com deficiência, bem como buscar os conhecimentos que esse apresenta e a possibilidade que ele tem de evoluir em relação aos demais conteúdos propostos. 


Ressalta-se que o professor que realmente tem amor pela profissão e consciência do importante papel representado na sociedade, percebe a necessidade de ser capacitado e busca se aperfeiçoar com a finalidade de poder oferecer uma educação de qualidade para seus alunos. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

OS PORTFÓLIOS

O portfólio (do inglês) é uma modalidade de avaliação retirada do campo das artes e que aparece com o objetivo de criar novas formas de avaliação para o desenvolvimento das inteligências artísticas.
O portfólio começou a difundir-se em espaço escolar na década de 90, com ênfase nos Estados Unidos. O portfólio vem sendo evidenciado como um dos mais novos subsídios para uma avaliação dinâmica e eficiente do ensino. O portfólio com variada terminologia distingue-se de acordo com sua intenção, como: porta-fólios, processo-fólios, diários de bordo, dossiê. “Reflete a crença de que os estudantes aprendem melhor, e de uma forma mais integral, a partir de um compromisso com as atividades que acontecem durante um período de tempo significativo e que se constrói sobre conexões naturais com os conhecimentos escolares”.

A construção dos portfólios, através dos CD ROOMS, caracteriza os Webfólios, que podem guardar toda a história escolar de um indivíduo desde a Educação Básica até a Educação Superior, e servirá como processo de ressignificação de suas aprendizagens e colaboração no processo de avaliação tanto formativa, como somativa dos procedimentos escolares. Esse portfólio construído ao longo da vida acadêmica, pode ser utilizado para ilustrar o desempenho no desenrolar de sua trajetória escolar. O portfólio é usado como ferramenta de acompanhamento, desenvolvimento e qualidade do ensino/aprendizagem. Os conhecimentos são registrados, enfatizando a finalidade, as competências e práticas adquiridas no processo de ensino. 

No Estágio Supervisionado e na Educação Infantil a utilização do portfólio é feita com a finalidade de documentar ações e reflexões. O portfólio é usado como ferramenta que facilita a ressignificação do processo de ensino e aprendizagem ao longo de um momento de ensino. Sua preparação apresenta a propriedade de ponderar sobre a melhoria e qualidade da aprendizagem dos estudantes, e concomitantemente propicia inserir reelaborações de ações indispensáveis para o sucesso do processo de ensino. 

O portfólio é : ...” um continente de diferentes tipos de documentos (anotações pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc) que proporciona evidências do conhecimento que foram sendo construídos, as estratégias utilizadas para aprender e a disposição de quem o elabora para continuar aprendendo”. 

Portfólios são trabalhos ilustrativos dos alunos. Representam o seu pensamento, sentimento, a sua maneira de agir; as suas competências e habilidades e a maneira como colocou em prática o seu trabalho acadêmico. Essa ferramenta a serviço da educação tem como finalidade primordial proporcionar uma visão integral do conhecimento formal do educando e sua atuação na aprendizagem das diferentes áreas curriculares, assim como o seu desenvolvimento no campo comportamental e sua evolução na área pessoal e educacional. 

Os portfólios permitem uma avaliação de cooperação e participação , havendo interação do professor e aluno. Ambos escolhem os trabalhos mais expressivos do educando, através da criticidade e reflexão, estabelecendo padrões em busca da qualidade e assertividade. Há também um processo interdisciplinar com professores de outras áreas , que opinam em relação ao trabalho do aluno, fornecendo opiniões e depoimentos relativos à melhoria e qualidade do ensino/aprendizagem. 

Existe uma gama enorme de registros em portfólios, tais como: desenhos; fotos, artes, exposição de documentos; avaliação acadêmica de desempenho; registro de entrevistas; comentários e documentários de eventos musicais, de dança , de canto; lista de livros lidos; registro de leituras; correspondências; atuações gravadas em vídeo e áudio, etc. 
Os portfólios são registros produzidos em períodos de aprendizagem, e para isso podemos usar a fotografia como documento desse momento, não como cristalização, mas como comentários abertos, através de uma evolução histórica do acontecimento, completados e avaliados sempre, procurando buscar de maneira metódica e ordenada a melhor atuação do aluno dentro do seu desenvolvimento acadêmico. 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

HORA DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO (H.T.P.C.)

1. Qual é a legislação básica sobre o assunto?

· Portaria CENP nº 1/96· L.C. nº 836/97

2. O que é HTPC?

É a Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo, a ser desenvolvida na unidade escolar, pelos professores e o Professor Coordenador Pedagógico.


3. Qual é a sua finalidade?

· Articular os diversos segmentos da escola para a construção e implementação do seu trabalho pedagógico. Fortalecer a unidade escolar como instância privilegiada do aperfeiçoamento de seu projeto pedagógico.· (Re)planejar e avaliar as atividades de sala de aula, tendo em vista as diretrizes comuns que a escola pretende imprimir ao processo ensino-aprendizagem.

4. Quantas são as HTPs?

No máximo 7 (sete), sendo, nesse caso, 3 (três) HTPCs cumpridas na unidade escolar e 4 (quatro) HTPs em local de livre escolha.


5. Para que servem as HTPCs na escola? 

Para estimular o desenvolvimento das atividades coletivas da unidade escolar

6. Quais são os seus objetivos?

I. Construir e implementar o projeto pedagógico da escola; II. articular as ações educacionais desenvolvidas pelos diferentes segmentos da escola, visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem; III. identificar as alternativas pedagógicas que concorrem para a redução dos índices de evasão e repetência; IV. possibilitar a reflexão sobre a prática docente; V. favorecer o intercâmbio de experiências; VI. promover o aperfeiçoamento individual e coletivo dos educadores; VII. acompanhar e avaliar, de forma sistemática, o processo ensino-aprendizagem.

7. Como devem ser as HTPCs na escola?

As HTPCs devem ser:

I. planejadas pelo conjunto dos professores, sob a orientação do diretor e do professor-coordenador de forma a:

a) identificar o conjunto de características, necessidades e expectativas da comunidade escolar;

b) apontar e priorizar os problemas educacionais a serem enfrentados;

c) levantar os recursos materiais e humanos disponíveis que possam subsidiar a discussão e a solução dos problemas;

d) propor alternativas de enfrentamento dos problemas levantados;

e) propor um cronograma para a implementação, acompanhamento e avaliação das alternativas selecionadas.

II. sistematicamente registradas pela equipe de professores e coordenação, com o objetivo de orientar o grupo quanto ao replanejamento e à continuidade do trabalho.

III. realizadas:

a) na própria unidade escolar, e preferencialmente, durante duas horas consecutivas e;

b) eventualmente, na Oficina Pedagógica ou num outro espaço educacional, previamente definido, através da utilização de parte ou do total de horas previstas para o mês em curso.

8. Como devem ser programadas as atividades?

Tendo em vista a organicidade do currículo do ensino fundamental e médio, as atividades devem ser programadas, através de reuniões:

I. entre professores de uma série, ciclo, área ou disciplina;

II. entre professores de todas as séries e/ou componentes curriculares.

9. Como devem ser atribuídas essas horas?

As HTPCs serão atribuídas como parte da jornada ao titular de cargo, e como carga horária para o ACT, desde que esses professores tenham, no mínimo, dez aulas atribuídas.

10. Como podem ser usadas essas horas, além de reuniões com os pares?

Poderão ser utilizadas para reuniões, atividades pedagógicas e de estudo, de caráter coletivo, bem como para atendimento a pais de alunos.

11. A que se destinam as horas pedagógicas em local de livre escolha?


Destinam-se à preparação de aulas, avaliação de trabalhos e correção de provas, atividades essas que não podem ser feitas nos horários de efetivo trabalho com alunos.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Projeto Festa Junina

Duração: 10 dias
Alunos atendidos: Ensino Fundamental - Interdisciplinar
Justificativa:
O mês de junho sempre desperta um grande interesse nos alunos em trabalhar o assunto “Festa Junina”. O mês é marcado por grandes comemorações, que se iniciam no dia 12/06, véspera do Dia de Santo Antônio e terminam no dia 29, dia de São Pedro. O auge das festas acontece entre os dias 23 e 24, dia de São João. As pessoas soltam fogos de artifícios, balões, enfeitam as ruas com bandeirinhas, fazem barraquinhas para jogos e comidas típicas e dançam quadrilha.
Objetivos Geral:
No mês de junho, estaremos trabalhando o tema: Festa Junina. O objetivo principal do projeto é enriquecer o conhecimento da turma quanto aos costumes das festas juninas. Isso se dará através de atividades lúdicas e prazerosas, contribuindo para a socialização dos alunos.
Objetivos Específicos:
  • Conhecer as características das festas juninas em diferentes regiões do país;
  • Valorizar e demonstrar atitudes de respeito ao trabalho e ao homem do campo;
  • Compreender a história da festa junina, bem como seu valor dentro do folclore brasileiro, destacando seus aspectos sociais e religiosos;
  • Perceber a importância do trabalho em equipe e a união do mesmo;

Recursos:
  • Músicas;
  • Colagem;
  • Recortes;
  • Produção de enfeites para a sala;
  • Brincadeiras Juninas (corrida do saco, dança da cadeira, dança da laranja, estoura balão, argola, corrida do ovo, etc.)
  • Tradições;
  • Ditado Junino;
  • Comidas típicas;
  • Origem da Festa Junina.

Culminância:
  • Elaboração de um mural com as características de um verdadeira Festa Junina.
  • Festa Junina na sala de aula (cada aluno ficará responsável de trazer um alimento característico).

Avaliação:

Será avaliado no decorrer do projeto a participação, a colaboração e a organização dos alunos durante as atividades.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ENSINO COM PESQUISA

Ensino com pesquisa é um procedimento que requer a orientação direta do professor, no processo de elaboração da pesquisa. É muito mais do que determinar que os “alunos façam pesquisas”, caracterizadas pela busca em bibliografia escrita ou virtual das informações pretendidas e pela transcrição ou impressão gráfica dos achados. É uma atividade de ensino que demanda tempo e dedicação dos envolvidos, na produção de conhecimentos.

Esse procedimento de ensino também pode ser conhecido por método da descoberta, que, da mesma forma requer uma atitude reflexiva por parte do aluno e a assistência contínua do professor.

De um modo ou de outro, ele pode ser utilizado com vantagens na EaD, quando o professor orienta o trabalho de pesquisa individual ou de pequenos grupos por meio de correio eletrônico (e-mail). Ao final do processo, os trabalhos produzidos podem ser apresentados em ferramenta específica (tarefa) ou enviados pela lista de discussão a todos os alunos. Segundo determinação do professor, em função dos objetivos de ensino, a discussão das pesquisas pode ser geral, com todos os relatórios discutidos simultaneamente, ou particular, quando cada pesquisa é analisada por todo o grupo de alunos.

O ensino com pesquisa propicia ao professor e aos alunos uma oportunidade de:
  • Buscar e coletar as informações necessárias à realização do estudo.
  • Treinar a capacidade de observação, investigação e reflexão.
  • Trabalhar com fontes diversificadas de informação, como revistas, livros, fotos, filmes, letras de música.
  • Transitar por diversos ambientes educativos, como biblioteca, videoteca, hemeroteca, sites na Internet, entre outros.
  • Selecionar as informações pertinentes, organizá-Ias e empregá-Ias   na elaboração do estudo.
  • Trabalhar, de forma cooperativa, com os outros componentes do grupo de pesquisa, quando esse trabalho se realizar em subgrupos.
  • Desenvolver ou aperfeiçoar o sentimento de autoconfiança, em relação às habilidades cognitivas.
  • Registrar suas conclusões, redigindo um relatório científico.
  • Preparar uma apresentação oral, síntese do relatório da pesquisa.
  • Comunicar, com clareza, os resultados obtidos.
O ensino com pesquisa, embora demande tempo e dedicação do professor, é uma situação de aprendizagem na qual o aluno realiza transformações de ordem conceitual (coleta, seleciona, organiza, relaciona e registra informações), procedimental (observação, manuseio de fontes e documentos diversos, utilização de diferentes ambientes educativos, registro e expressão oral) e atitudinal (cooperação, autoconfiança).

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A SALA DE AULA IDEAL


A sala de aula dos sonhos de hoje é tudo menos uma sala de aula; ela não é limitada a uma sala de um prédio. Uma classe seria melhor descrita como um "sistema de aprendizado". Inclui uma série de experiências, discussões e atividades que permitem que os estudantes desenvolvam sua própria educação.

Os estudantes cada vez mais irão aprender qualquer coisa que responda a fatídica questão: No quê isso vai ser útil ou relevante na minha vida/emprego agora e no futuro?

Um bom sistema de aprendizado deve estimular os estudantes através de todos os sentidos. Dar-lhes a oportunidade de aprender através de experiências bem como de leituras. Deve se adaptar constantemente, para fazer frente às mudanças rápidas do mundo de hoje. Algumas dicas para você:

Defina suas metas - Para construir seu sistema de aprendizado, você deve definir claramente as metas que você e sua classe devem atingir.

Dê e receba opinião - É fundamental criar um sistema em que não apenas você informe os alunos sobre seus progressos, mas que eles também o auxiliem a melhorar suas aulas. Principalmente quando, no lugar das velhas notas, avalia-se conceitos objetivos e subjetivos. Peça a opinião deles constantemente.

Integre - Todo ensino e aprendizagem deve ser multissetorial  multidisciplinar e multidimensional. Por exemplo, se você quer desestimular o fumo entre seus alunos adolescentes, você pode incluir ciências (estudo do sistema respiratório), história (a influência do grupo social e da mídia), geografia (o que aconteceria na economia se o cigarro fosse proibido? Menos dinheiro de impostos, crise em setores agroindustriais, desemprego, melhora na saúde em geral...) além das noções óbvias de saúde.

O sistema de aprendizado do século 21 deve ser projetado para que o discípulo receba o conceito certo no contexto certo, através do processo certo. E quem define o que é certo? Seus alunos. Eles é que dirão o que funciona melhor e pior, o que deve ser reforçado, quais as possíveis falhas no sistema. Escute-os sempre. Não se esqueça de que o que funciona agora pode estar obsoleto em seis meses. 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A DIVERSIDADE DAS AÇÕES DIDÁTICAS


Hoje sabemos que cada pessoa dispõe de algumas portas de acesso à aprendizagem: os temas, a forma de trabalhar e as atividades ora interessam e facilitam a aprendizagem de algumas pessoas, ora de outras. É comum num grupo existirem alunos com facilidade especial para escrever e que, diante de uma proposta matemática, apresentam grandes dificuldades.

Há aqueles que se saem melhor em situações que requerem uso da lógica; há outros que circulam com sucesso por atividades mais convencionais, como realizar operações matemáticas. Daí a importância das atividades propostas, num mesmo dia ou ao longo de uma semana, serem diversificadas. Se propusermos seguidamente o mesmo tipo de situação didática, corremos risco de favorecer apenas uma parte de nossos alunos.    

É bom lembrar que diversificar as atividades, na rotina da sala de aula, não significa ter a responsabilidade de criar uma novidade a cada aula, a cada dia. Falamos de uma diversidade de caminhos, tempos, lugares e de olhar; pensamos numa aula onde a lógica didática mais tradicional dê lugar à experiência inteira do aprender: ver, agir, pensar, fazer, experimentar, com todos os sentidos acionados.

Vale a pena acompanhar o que diz Antoni Zabala, um especialista em
educação, a respeito da diversidade: 

“Dada a diversidade dos alunos, o ensino não pode se limitar a proporcionar sempre o mesmo tipo de ajuda nem intervir da mesma maneira em cada um dos alunos e alunas. É preciso diversificar os tipos de ajuda; fazer perguntas ou apresentar tarefas que requeiram diferentes níveis de raciocínio e realização; possibilitar, sempre, respostas positivas, melhorando-as quando inicialmente são mais insatisfatórias; não tratar de forma diferente os alunos com menos rendimento; estimular constantemente o progresso pessoal. Mas também, é imprescindível diversificar as atividades, a fim de que os alunos possam escolher entre tarefas variadas, e propor diversas atividades com diferentes opções ou níveis possíveis de realização. Para que tudo isso seja possível é preciso tomar medidas de organização do grupo, de tempo e espaço e, ao mesmo tempo, de organização dos próprios conteúdos, que possibilitem a atenção às necessidades individuais. Agrupamentos flexíveis, equipes fixas ou variáveis, trabalho individual, oficinas, etc., com o objetivo de dispor de tempo e oportunidades para proporcionar em todo momento a ajuda de que cada aluno necessita.”
(Zabala, Prática Educativa) 

Existem outras situações que por sua natureza devem ser realizadas com maior frequência:

_ a leitura feita pelo professor;
_ a leitura feita pelo aluno;
_ o convite ao registro das descobertas, do construído e aprendido;
_ o registro em diferentes linguagens: o texto, o desenho, os esquemas, a fala;
_ o contato individual com as situações de aprendizagem e o encontro com os parceiros (duplas, trios ou pequenos grupos).

É importante que cada professor liste as situações ou atividades que, de acordo com o ritmo e as necessidades de seu grupo, devem ser feitas diariamente, semanalmente e ocasionalmente. Essa classificação, para ser
fecunda e efetiva, só pode ser feita pelo professor, a partir da compreensão que tem de seu grupo e dos projetos que deseja com ele realizar.      

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A ESCOLA COMO ESPAÇO DE INSERÇÃO SOCIAL


“Educadores e grupos populares descobriram que a Educação Popular é sobretudo o processo permanente de refletir a militância: refletir, portanto, a sua capacidade de mobilizar na direção de objetivos próprios. A prática educativa, reconhecendo-se como prática política, recusa a deixar-se aprisionar na estreiteza burocrática de procedimentos escolarizantes. Lidando com o processo de conhecer, a prática educativa é tão interessada em Possibilitar o ensino de conteúdos às pessoas quanto em sua compreensão do mundo. Dessa forma são tão importantes para a formação certos conteúdos que o educador lhes deve ensinar,quanto a análise que façam de sua realidade concreta.”      
Paulo Freire

Na década de 1940, quando começaram as primeiras iniciativas governamentais para lidar com o analfabetismo entre adultos, entendia-se que o seu fim seria fundamental para o crescimento econômico do país. O analfabetismo era visto como um mal social e o analfabeto como um sujeito incapaz.

A década de 1950, por sua vez, viu no adulto analfabeto um eleitor em potencial, uma vez que, nessa época, analfabeto não votava. Era a crença na participação de todos - como eleitores - para o desenvolvimento do país.

No começo da década de 1960 a alfabetização juntou-se aos movimentos estudantis e sindicais e a questão do analfabetismo passou a ser vista como conseqüência direta da pobreza e de uma política de manutenção de desigualdades.

Foi nesse contexto que as idéias de Paulo Freire ganharam dimensão nacional. Sua proposta inovadora, pregava a necessidade de uma alfabetização voltada para a libertação, para a conscientização dos homens e mulheres como sujeitos capazes de transformar a realidade social. A educação passou a ser entendida com um ato político.

Para você refletir:

·         Os conteúdos que você elege para trabalhar com seus alunos correspondem as necessidades reais deles?
·         Que participação têm seus alunos no planejamento que você faz para o trabalho com eles?
·         O que seus alunos aprendem, de alguma maneira, transforma seu modo de ver e atuar na comunidade que vivem?

Uma boa forma de iniciar um novo conteúdo é sondando o que já é conhecido sobre ele.

O nosso novo assunto será:
O que já sabe sobre o assunto:
Que perguntas você tem e gostaria que fossem respondidas durante o estudo: