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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A INDISCIPLINA na escola é um problema de todos nós


A indisciplina nas escolas brasileiras é um fato. Alastrando-se em diferentes instituições e segmentos do ensino, a falta de limites, o desrespeito e as ocorrências de violência e vandalismo são queixas que se multiplicam entre pais, professores e gestores. Mas, afinal, de quem é o problema e como lidar com ele?

Quando a indisciplina é encarada como um monólito, ou seja, como um bloco de ocorrências uniforme e incompreensível, resta apenas o perverso jogo de culpabilização: as escolas criticam os pais "que não educam os filhos"; os professores incriminam os alunos "carentes e desequilibrados" e as famílias culpam o "ensino de baixa qualidade". Muitos apontam para a "a crise de valores, um mal do nosso tempo". 

Nesses casos, pouco pode ser feito, exceto defender-se das acusações, conformar-se com o "inevitável" e remediar a situação em âmbitos específicos: o professor tenta controlar a classe, o aluno suporta o bullying dos colegas, os pais repreendem o filho rebelde. Cada um lidando solitariamente com a situação, como se o problema fosse pessoal. Pior que isso, nem sempre sabem o que fazer.

Se, por outro lado, a indisciplina fosse compreendida na sua complexidade, entendendo-se, em cada caso, a conjugação de fatores sociais, institucionais, pedagógicos, afetivos e relacionais, o desafio poderia ser enfrentado na parceria responsável entre famílias, escolas e poder público. Um enfrentamento capaz de lidar com a gênese do problema (e não só com seus efeitos), articulando o projeto educativo à formação ética dos alunos. 

Assim, a disciplina deixaria de ser um requisito para a eficiência escolar, passando à meta do projeto pedagógico, tão legítima quanto ensinar conteúdos.
Enfrentar a indisciplina requer medidas conjugadas em diferentes planos de intervenção. Na esfera sociopolítica, cabe o investimento na valorização da vida, do trabalho, da educação e da escola. 

No que tange a cultura, importa promover a democratização dos bens culturais, fomentando iniciativas de lazer, esporte e inserção social da juventude. No âmbito escolar, é preciso não só cuidar da formação dos professores, como também fortalecer o projeto pedagógico a partir de sólidas diretrizes para a formação humana.

A cooperação entre pais e educadores é, igualmente, indispensável para a reconfiguração da vida estudantil, pois a negociação de metas e linhas de conduta favorece a educação em valores e a conquista da postura crítica entre os alunos. 

Sob essa ótica, talvez, a questão possa ser respondida de modo mais efetivo: a indisciplina na escola é um problema de todos nós.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Algumas dicas que ajudam os pais na educação de seus filhos



·        Não tente ensinar tudo de uma só vez. Comece com ordens simples: “não”, “pare”, “venha aqui”.
·        Não discipline quando estiver nervoso (a).
·        Olhe nos olhos da criança quando falar com ela. Demonstre amor com seu olhar.
·        Explique sua ordem ou proibição de forma bem clara e qual será a punição se houver desobediência.
·        Não ceda ao desejo de seu filho coagido por um “ataque de histeria” (jogar-se no chão, prender a respiração, jogar objetos na parede, etc.).
·        Deixe claro que seu filho (a) é muito amado (a): utilize toque, encorajamento, elogios e gaste tempo com ele(a).
·        Procure trabalhar em equipe. Papai e mamãe devem estar unidos em suas decisões e estabelecer regras de comportamento, trabalhando juntos para que as regras sejam obedecidas.
·        Não puna a criança por ela ter atitudes infantis. A correção deve ocorrer em casos de rebelião, falta de respeito, mentira e agressão.
Sim, educar crianças não é fácil! Dá trabalho, leva tempo. Consome nossas energias físicas e emocionais. Mas como vale a pena!