Sabe-se que
o trabalho do Coordenador Pedagógico é fundamental para a organização e
andamento da unidade escolar. Diante disso, seu trabalho se inicia antes mesmo
da Jornada Pedagógica, pois é ele quem irá organizar e decidir juntamente com a
gestão o que será trabalhado neste momento. A cada ano a Jornada Pedagógica vem
adquirindo mais força e os profissionais da educação estão compreendendo seu
verdadeiro sentido, sendo que, este é o período de proporcionar um momento de
integração com os professores, mostrando informações sobre suas turmas,
fazendo-os conhecer o modo que a escola trabalha, além de informá-los sobre as
demandas que a mesma possui. Nestes dias se é discutido sobre o planejamento,
mas ao contrário dos planejamentos feitos diariamente, este tem o objetivo de
traçar como se dará o trabalho de todo o ano letivo. O planejamento anual que
deve ser orientado pelo Coordenador Pedagógico diz respeito como o professor
irá trabalhar, de que forma acontecerá a Atividade Complementar (AC), quais
meios serão utilizados para integrar a escola à comunidade e fazer com que a
família se torne ainda mais presente, além de analisar projetos, sequências
didáticas, datas comemorativas, dentre outros quesitos a serem trabalhados no
atual ano letivo. Há questões que possibilitam ao professor um grande auxílio
em seu planejamento no decorrer do ano que é a construção ou análise do plano
de curso, a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola e as
formações continuadas. É de fundamental importância a presença do Coordenador
nesta ocasião, pois é ele quem propiciará momentos com a equipe pedagógica
oportunizando discussões com questões que poderão nortear o trabalho do
professor durante todo o ano letivo.
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 22 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Base Nacional Comum Curricular
Em
atendimento ao exposto nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a
Educação Básica e no Plano Nacional de Educação, a Secretaria de Educação
Básica do Ministério da Educação apresenta à consulta pública o documento
preliminar à Base Nacional Comum Curricular – BNC. Este documento reúne
direitos e objetivos de aprendizagem relacionados às quatro áreas do
conhecimento – Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática
– e seus respectivos componentes curriculares para todas as etapas da educação
básica.
O ponto de partida para a
definição dos objetivos de aprendizagem propostos pelo documento preliminar da
BNC são os Direitos de Aprendizagem apresentados no texto Base Nacional Comum
Curricular (BNC) – Princípios orientadores da definição de objetivos de
aprendizagem das áreas de conhecimento. Os doze Direitos de Aprendizagem
enunciados no referido texto constituem um conjunto de proposições que orientam
as escolhas feitas pelos componentes curriculares na definição de seus
objetivos de aprendizagem, consideradas as dimensões ética, estética e política
de efetivação daqueles direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
A BNC é constituída pelos
conhecimentos fundamentais aos quais todo/toda estudante brasileiro/a deve ter
acesso para que seus Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento sejam
assegurados. Esses conhecimentos devem constituir a base comum do currículo de
todas as escolas brasileiras embora não sejam, eles próprios, a totalidade do
currículo, mas parte dele. Deve-se acrescer à parte comum, a diversificada, a
ser construída em diálogo com a primeira e com a realidade de cada escola, em
atenção não apenas à cultura local, mas às escolhas de cada sistema educacional
sobre as experiências e conhecimentos que devem ser oferecidos aos estudantes e
às estudantes ao longo de seu processo de escolarização.
O documento preliminar à
Base Nacional Comum está organizado em quatro áreas de conhecimento:
Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Tal
organização visa superar a fragmentação na abordagem do conhecimento escolar
pela integração e contextualização desses conhecimentos, respeitando-se as
especificidades dos componentes curriculares que integram as diferentes áreas.
Os princípios que orientam a integração entre os componentes de uma mesma área,
os objetivos que propõe para a educação básica e a especificidade que assume em
cada etapa de escolarização encontram-se descritos nos textos de apresentação
de área e naqueles que a apresentam no ensino fundamental e no ensino médio. No
caso da educação infantil em todas as áreas pode-se encontrar um texto que
apresenta sua especificidade na BNC. A especificidade dos componentes
curriculares que integram as áreas de conhecimento encontra-se descrita nos
textos de apresentação dos componentes curriculares, que podem ser acessados a
partir das etapas de escolarização nas quais esses componentes aparecem.
Em todas as
áreas, os objetivos de aprendizagem para as diferentes etapas da educação
básica são propostos tendo como referência as características dos estudantes em
cada etapa da educação básica, suas experiências e contextos de atuação na vida
social.
quinta-feira, 10 de março de 2016
O QUE É A ANA?
ANA é a sigla de Avaliação Nacional
de Alfabetização, avaliação externa realizada pelo Ministério da Educação com
alunos de 3º ano do Ensino Fundamental de todo o País. A prova é o instrumento
do MEC para acompanhar a eficácia do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade
Certa (Pnaic), lançado em 2012, que tem como meta a alfabetização plena de
todas as crianças até os oito anos de idade, em leitura, escrita e matemática.
A ANA foi aplicada pela primeira vez em 2013 e os resultados devem ser
divulgados em breve. A prova será realizada anualmente.
Com os resultados da ANA, espera-se
que as redes de ensino e o governo estabeleçam estratégias de melhoria nos
processos educacionais, visando o ciclo de alfabetização, que compreende do 1º
ao 3º ano do Ensino Fundamental.
Entenda como funciona a avaliação.
O que é ?
A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) é uma prova aplicada a alunos do 3º
ano do Ensino Fundamental que avalia os conhecimentos do estudante em leitura,
escrita e matemática.
Como é ?
A ANA é composta por 40 itens. No caso de língua portuguesa, o teste tem 17
itens objetivos de múltipla escolha e três itens abertos, de produção escrita.
Em matemática, são aplicados aos estudantes 20 itens objetivos de múltipla
escolha. Além dos cadernos dos questionários para os alunos, a aplicação da ANA
inclui questionários para professores e gestores que devem ser respondidos
online. O foco desses questionários é coletar informações sobre as condições de
infraestrutura, formação de professores, gestão escolar, organização do
trabalho pedagógico, entre outras temáticas.
Quem participa ?
A avaliação é censitária, ou seja, todos os alunos matriculados no 3º ano do
Ensino Fundamental devem participar.
Quem cria e aplica ?
A formulação do material e a aplicação da avaliação são de responsabilidade do
Inep. É recomendado que um professor acompanhe a aplicação, mas não é
obrigatório. Os itens (questões) das avaliações do Inep são construídos por
acadêmicos que atendem às chamadas públicas abertas pelo órgão.
Quando é aplicada ?
Uma vez por ano, em novembro.
Quem divulga e para que servem os
resultados ?
Os resultados da ANA são compilados pelo Inep e serão divulgados por
instituição de ensino, município e unidade federativa. Para facilitar a
interpretação dos resultados, os dados serão divulgados por nível de
aprendizado (quatro níveis estabelecidos pelo Inep), nível socioeconômico e
capacitação docente.
Os resultados da ANA compõem o Índice
de Desenvolvimento Educação Básica (Ideb)?
Não. A avaliação é um diagnóstico da aprendizagem apenas das crianças no ciclo
de alfabetização.
Qual a diferença entre Provinha
Brasil, ANA e Prova ABC?
A Provinha Brasil não é uma avaliação externa e sim um instrumento que oferece
aos professores e gestores escolares um diagnóstico imediato do processo de
aprendizagem e desenvolvimento da alfabetização dos alunos do 2º ano do Ensino
Fundamental. A partir deste ano, os resultados serão compilados pelos próprios
professores com o auxílio do Sistema Provinha Brasil. A prova não gera índices
que reflitam a situação de todo o sistema de ensino, portanto, não serve para
instrumentalizar políticas públicas. Os resultados são de uso interno de cada
unidade escolar.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Reter ou aprovar?
No Brasil, a educação
básica está sempre sendo discutida, passando por análises e ajustes. Ora alguns
componentes curriculares e disciplinas são inclusos, ora sistemas de ensino são
recomendados. Metas, estratégias, formas de financiamento. A lista de itens em
debate é grande. Nesse contexto, professores, alunos e escolas passam por um
constante acompanhamento, a fim de garantir a qualidade da educação. Com os
métodos de avaliação não é diferente. De um lado, nos últimos anos, a
progressão continuada – que rompe o formato de desenvolvimento em séries – foi
adotada em todo o País e, desde então, tem sido vista como vilã pelos
educadores. De outro, os altos índices de reprovação revelam a deficiência não
apenas dos alunos, mas também das escolas.
As
grandes reclamações dos docentes em relação ao sistema de ciclos – que leva em
consideração o desenvolvimento biológico e a formação continuada – são a
aprovação forçada para o ano seguinte e a falta de autonomia dos professores
para avaliar. “Muitas vezes, o estudante não tem condições de passar, mas não
tenho como impedir isso, porque o sistema não permite. É por isso que tantas
crianças chegam ao 3º ano do [ensino] fundamental sem saber ler e escrever
direito e todo o aprendizado fica deficiente”. Geralmente, esse sistema divide
os nove anos do ensino fundamental em dois ou três ciclos, e os estudantes só
podem ser reprovados no fim de cada ciclo e não no meio dele
A repetência escolar,
de fato, tem sido motivo de dor de cabeça para gestores escolares. Isso porque
o índice é muito alto se comparado à média mundial. O 9º Relatório de
Monitoramento de Educação para Todos (2010), divulgado pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), mostrou que, no
Brasil, 18,7% dos alunos são reprovados no ensino fundamental, enquanto a média
dos 128 países pesquisados é de apenas 2,9%. Como uma das consequências, a
evasão nessa fase também é alta: 13,8% dos brasileiros abandonam os estudos já
no primeiro ano do ensino fundamental, enquanto o índice médio no mundo é de
2,2%.
Os
ciclos representam uma forma moderna e eficiente de encarar o desenvolvimento
dos estudantes. O problema está em como eles estão sendo aplicados. “Houve um
rompimento repentino do sistema seriado para o sistema de ciclos. Mudou o
sistema, mas o pensamento, a forma de avaliar, as condições de trabalho e a
infraestrutura das escolas não acompanharam o formato proposto”.
É necessário que os
professores acompanhem o rendimento do estudante e o ajudem a superar as
deficiências ao longo do ano, evitando, dessa forma, a repetência. “A
reprovação não é benéfica. Ela é ruim para qualquer pessoa, em qualquer
situação. Por outro lado, não admitimos a aprovação automática, porque isso
traz prejuízo para o próprio aluno. Uma hora ele vai precisar dessa
aprendizagem. Aprovar com base na possibilidade de recuperação no ano seguinte
não tem garantia. O ideal é que não reprove, mas que desde o primeiro dia do
ano letivo haja um cuidado com o desenvolvimento dos alunos”.
A
proposta é garantir o desenvolvimento do estudante e o alcance dos requisitos
básicos em cada ano. “É preciso vencer etapas. Por exemplo, o professor sabe
que há algumas questões que precisam ser desenvolvidas no primeiro ano do
[ensino] fundamental. Não dá para pular isso”, explica. Nesse contexto, as
avaliações tornam-se fonte para orientar a ação dos educadores e das famílias.
“[A avaliação] serve para dar referência sobre o trabalho do professor, do que
pode ser melhorado, do que a escola precisa oferecer ao aluno. Ao mesmo tempo,
ajuda os pais a tomar providências, como colocar a criança em um reforço”.
A
repetência ainda pode representar prejuízos pessoais ao aluno, como o fato de
ele ser privado do convívio com seus colegas e chegar rotulado como fracassado
ou “burro” em sua nova turma.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
O que é a Base Nacional Comum de ensino?
A Base Nacional Comum Curricular vai funcionar como uma cartilha
para determinar o que todos os estudantes brasileiros têm direito e devem
aprender durante o ensino público.
Como era antes?
Segundo o Secretário de Educação Básica, Manuel Palácios,
o Brasil não tinha uma norma curricular comum a todos os estados e muitos
currículos só foram elaborados recentemente.
As mudanças vão valer para quem?
Após a entrega da proposta final, a base curricular vai determinar um currículo mínimo para todos os alunos das 190 mil escolas de educação básica do País, públicas e particulares.
Após a entrega da proposta final, a base curricular vai determinar um currículo mínimo para todos os alunos das 190 mil escolas de educação básica do País, públicas e particulares.
Em que áreas do aprendizado ela será aplicada?
A Base Nacional Comum vai esclarecer
quais são os elementos fundamentais que precisam ser ensinados nas áreas da
Matemática, das Linguagens e das Ciências da Natureza e Humanas.
Mas como ficam as diferenças regionais no ensino?
Apesar da proposta definir cerca de 60% do conteúdo
escolar, os mais de 2 milhões de professores continuarão podendo escolher
os melhores caminhos de como ensinar e, também, quais outros elementos precisam
ser somados nesse processo de aprendizagem e desenvolvimento de seus alunos.
Tudo isso respeitando a diversidade, as particularidades e os contextos de onde
estão.
Na prática, uma parte do currículo será comum a todas as
escolas; outra, regionalizada, deve ser construída em diálogo com a primeira e
de acordo não apenas com a cultura local, mas também com a realidade de cada
escola.
Quem está participando da elaboração da proposta?
Na atual fase, a Secretaria de
Educação Básica do Ministério da Educação conta com um Comitê de Assessores que
trabalha na produção de uma proposta preliminar. Temos o apoio de uma comissão
de 116 especialistas, de 35 universidades e professores da Educação Básica
organizados em comissões por área/componente curricular/etapa da educação
básica.
Quem pode contribuir?
Todos os brasileiros podem contribuir com o debate sobre a
Base Nacional Comum. Isso pode ser feito por meio da plataforma digital criado
pelo MEC.Confira aquiquarta-feira, 15 de julho de 2015
Quais as principais dificuldades de aprendizagem?
Para muitos, as expressões “dificuldade” e “transtorno” de aprendizagem têm o mesmo significado. Mas vale
enfatizar que são dois problemas diferentes e que se manifestam e devem ser
tratadas de maneiras distintas.
As dificuldades de aprendizagem,
normalmente, estão relacionadas a fatores externos que acabam interferindo no
processo do aprender do estudante, como a metodologia da escola e dos
professores, a influência dos colegas…
Em contrapartida, os transtornos, normalmente, estão intrínsecos e fazem parte do
aluno, seja uma disfunção neurológica, química, fatores hereditários,
imaturidade…
Partindo do princípio que, para muitos, dificuldades e
transtornos têm o mesmo significado, podemos citar quais são as principais dificuldades de aprendizagem:
·
Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade: é
um problema de desatenção com ou sem hiperatividade (quando a criança é
agitada e não consegue parar quieta. Elas se machucam com mais frequência, não
têm paciência, interrompem conversas…;
·
Discalculia: dificuldade de aprender tudo o que está
relacionado a números como: operações matemáticas; dificuldade de entender os
conceitos e a aplicação da matemática; seguir sequências; classificar números…;
·
Dislalia: um distúrbio de fala, caracterizado pela
dificuldade em articular as palavras e pela má pronunciação, omitindo,
acrescentando, trocando ou distorcendo os fonemas;
·
Disortografia: dificuldade de aprender e desenvolver as
habilidades da linguagem escrita, é um transtorno específico da grafia que,
geralmente, acompanha a dislexia.
Ainda que muitos pensem que transtorno e dificuldade de aprendizagem seja
o mesmo, é importante ter conhecimento sobre a diferença entre eles. Antes de
procurar um professor particular para o seu filho, busque um diagnóstico
clínico para saber quais os seus problemas de aprendizagem.
Confundir transtorno com dificuldades pode acarretar sérios problemas na vida
do sujeito e tratá-los da mesma maneira, provavelmente, não surtirá o efeito desejável.
O psicopedagogo é
um profissional especializado para diagnosticar os problemas no processo de
aprendizagem do estudante, caso você queira descobrir quais os problemas de aprendizagem de seu filho, entre em contato com a
nossa equipe e marque um horário conosco.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
HORA DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO (H.T.P.C.)
1. Qual é a legislação básica sobre o assunto?
· Portaria CENP nº 1/96· L.C. nº 836/97
2. O que é HTPC?
É a Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo, a ser desenvolvida na unidade
escolar, pelos professores e o Professor Coordenador Pedagógico.
3. Qual é a sua finalidade?
· Articular os diversos segmentos da escola para a construção e
implementação do seu trabalho pedagógico. Fortalecer a unidade escolar como
instância privilegiada do aperfeiçoamento de seu projeto pedagógico.·
(Re)planejar e avaliar as atividades de sala de aula, tendo em vista as diretrizes
comuns que a escola pretende imprimir ao processo ensino-aprendizagem.
4. Quantas são as HTPs?
No máximo 7 (sete), sendo, nesse caso, 3 (três) HTPCs cumpridas na
unidade escolar e 4 (quatro) HTPs em local de livre escolha.
5. Para que servem as HTPCs na escola?
Para estimular o desenvolvimento
das atividades coletivas da unidade escolar
6. Quais são os seus objetivos?
I. Construir e implementar o projeto pedagógico
da escola; II. articular as ações educacionais desenvolvidas pelos diferentes
segmentos da escola, visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem; III.
identificar as alternativas pedagógicas que concorrem para a redução dos
índices de evasão e repetência; IV. possibilitar a reflexão sobre a prática
docente; V. favorecer o intercâmbio de experiências; VI. promover o
aperfeiçoamento individual e coletivo dos educadores; VII. acompanhar e
avaliar, de forma sistemática, o processo ensino-aprendizagem.
7. Como devem ser as HTPCs na escola?
As HTPCs devem ser:
I. planejadas pelo conjunto dos professores, sob a orientação do diretor
e do professor-coordenador de forma a:
a) identificar o conjunto de características, necessidades e
expectativas da comunidade escolar;
b) apontar e priorizar os problemas educacionais a serem enfrentados;
c) levantar os recursos materiais e humanos disponíveis que possam
subsidiar a discussão e a solução dos problemas;
d) propor alternativas de enfrentamento dos problemas levantados;
e) propor um cronograma para a implementação, acompanhamento e avaliação
das alternativas selecionadas.
II. sistematicamente registradas pela equipe de professores e
coordenação, com o objetivo de orientar o grupo quanto ao replanejamento e à
continuidade do trabalho.
III. realizadas:
a) na própria unidade escolar, e preferencialmente, durante duas horas
consecutivas e;
b) eventualmente, na Oficina Pedagógica ou num outro espaço educacional,
previamente definido, através da utilização de parte ou do total de horas
previstas para o mês em curso.
8. Como devem ser programadas as atividades?
Tendo em vista a organicidade do currículo do ensino fundamental e
médio, as atividades devem ser programadas, através de reuniões:
I. entre professores de uma série, ciclo, área ou disciplina;
II. entre professores de todas as séries e/ou componentes curriculares.
9. Como devem ser atribuídas essas horas?
As HTPCs serão atribuídas como parte da jornada ao titular de cargo, e
como carga horária para o ACT, desde que esses professores tenham, no mínimo,
dez aulas atribuídas.
10. Como podem ser usadas essas horas, além de reuniões com os pares?
Poderão ser utilizadas para reuniões, atividades pedagógicas e de
estudo, de caráter coletivo, bem como para atendimento a pais de alunos.
11. A que se destinam as horas pedagógicas em local de livre escolha?
Destinam-se à preparação de aulas, avaliação de trabalhos e correção de
provas, atividades essas que não podem ser feitas nos horários de efetivo
trabalho com alunos.
O PAPEL DO COORDENADOR PEDAGÓGICO
O Coordenador Pedagógico é o facilitador do
processo pedagógico na instituição, percebemos que para o trabalho desenvolvido
cotidianamente por esse profissional no espaço escolar, é imprescindível que o
coordenador tenha um planejamento do fazer pedagógico diário, assim como fazem
os professores, para que tenha um norte e possa cumprir sua rotina -
considerando sempre as urgências.
Esse profissional tem que ir além do conhecimento
teórico, pois para acompanha trabalho pedagógico e estimular os professores é
preciso percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e
professores, tendo que se manter sempre atualizado, buscando fontes de
informação e refletindo sobre sua prática.
A experiência não é formadora nem produtor. É a
reflexão sobre a experiência que pode provocar a produção do saber e a
formação" com esse pensamento ainda é necessário destacar que o trabalho
deve acontecer com a colaboração de todos, assim o coordenador deve estar
preparado e flexível para mudanças e sempre pronto a motivar sua equipe. Dentro
das diversas atribuições está o ato de acompanhar o trabalho docente, sendo
responsável pelo elo de ligação entre os envolvidos na comunidade educacional. A
questão do relacionamento entre o coordenador e o professor é um fator crucial
para uma gestão democrática, para que isso aconteça com estratégias bem
formuladas o coordenador não pode perder seu foco.
O coordenador precisa estar sempre atento ao
cenário que se apresenta a sua volta valorizando os profissionais da sua equipe
e acompanhando os resultados, essa caminhada nem sempre é feita com segurança, pois
as diversas informações e responsabilidades o medo e a insegurança também faz
parte desta trajetória, cabe ao coordenador refletir sobre sua própria prática
para superar os obstáculos aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem. O
trabalho em equipe é fonte inesgotável de superação e valorização do
profissional
quarta-feira, 17 de junho de 2015
O que é Identidade de Gênero?
É a maneira como alguém se sente
e se apresenta para si e para as demais pessoas como masculino ou feminino, ou
ainda pode ser uma mescla, uma mistura de ambos, independentemente do sexo
biológico (fêmea ou macho) ou da orientação sexual (orientação do desejo:
homossexual, heterossexual ou bissexual). É a forma como nós reconhecemos a nós
mesmo e desejamos que os outros nos reconheçam. Isso incluí a maneira como
agimos (jeito de ser), a maneira como nos vestimos, andamos, falamos (o
linguajar que utilizamos) e também, nos vestimos.
A identidade de gênero é normalmente confundida com a orientação
sexual. Por exemplo, é muito comum as pessoas travestis serem consideradas como
homossexuais, pois, o fato dessas pessoas portarem, em seus corpos, elementos
mais femininos, leva a grande maioria das outras pessoas a afirmarem que a
travesti se sente, necessariamente, atraída por homens. Na realidade, a
travesti pode se sentir atraída (orientação do desejo) tanto por homens, quanto
por mulheres e por outras travestis. Ser travesti não determina a orientação do
desejo da pessoa.
É importante destacar que as pessoas travestis, como conhecemos
no Brasil principalmente, não são encontradas em todas as partes do mundo. Em
outros países, as pessoas que, para nós brasileiros, seriam travestis, recebem
outros nomes. Existem casos de países onde se reconhecem nas travestis
características divinas, sendo com sideradas deusas ou, ainda, portadores
de boa sorte e bênçãos.
Existem também, além do (a) travesti, as pessoas transexuais que
são indivíduos que não reconhecem como seu, o corpo biológico que tem, ou seja,
são pessoas que se reconhecem de um determinado sexo, mas o seu corpo é,
biologicamente, do sexo oposto. São pessoas que, geralmente, buscam adequar
cirurgicamente seus corpos, para aproximar-se do sexo que se reconhecem. Para a
ciência, especialmente a medicina, são consideradas pessoas com transtorno de
identidade de gênero e, portando, carecem de tratamentos para adequar as
características anatômicas ao sexo com o qual a pessoa se identifica por meio
de tratamentos hormonais, terapias psicológicas e intervenções cirúrgicas.
Desde os anos 1990, com o crescimento dos movimentos sociais que
lutam pelo reconhecimento dos direitos humanos de lésbicas, gays, travestis,
transexuais e bissexuais, tem sido usado em algumas siglas, o termo
TRANSGÊNERO, para reunir as necessidades e exigências de travestis e
transexuais, conjuntamente. O termo é controverso e, por vezes, inadequado pois
trata da mesma forma demandas que são, geralmente, diferentes. Além disso, o
termo “transgênero” também é utilizado para designar outras manifestações de
identidade de gênero como, por exemplo, as/os transformistas (chamados, em
outros como croos-dresser) ou drag-queens, pessoas que se utilizam de elementos
de um determinado gênero (masculino ou feminino), para realizar uma
apresentação artística ou mesmo satisfazer a um desejo pessoal (fetiche) de
sentir-se de outro gênero, por alguns instantes.sexta-feira, 29 de maio de 2015
Regras básicas da cidadania
Ser solidário
Solidariedade é um laço que nos vincula a outros indivíduos. Hoje, é uma
palavra de ordem para a harmonia social. Prestar o bem aos semelhantes,
ajudá-los, mostrar compreensão, honestidade e preocupação com todas as pessoas
é uma das maiores virtudes que se pode ter, uma ferramenta das mais sólidas
para construirmos uma sociedade mais justa.
Ter respeito
Seja no trânsito, na escola, no trabalho, na rua ou dentro do ônibus, respeitar
as outras pessoas é princípio básico para também ser respeitado. Não esqueça: a
liberdade de uma pessoa termina onde começa a liberdade da outra.
Ser sincero
Quando buscamos a confiança de outras pessoas, devemos ser sinceros em tudo o
que fazemos, em nossas palavras, em nossas ações e em nossos pensamentos. Não
deixe espaço para a hipocrisia, para a mentira, para a falsidade e para a
traição. Sendo sinceros, ganhamos lealdade, confiança e, mais facilmente, a
amizade de outras pessoas.
Dizer sempre a verdade
Dizendo a verdade, ganha-se confiança. Com a confiança, ganha-se a amizade. A
harmonia e o progresso social dependem, e muito, dessas qualidades.
Cooperar
Participar é sempre fundamental. A cooperação mútua entre as pessoas de bons
valores constrói caminhos de esperança para toda a sociedade.
Não agredir seu semelhante
Seja por palavras ou fisicamente, violência sempre gera mais violência. Devemos
sempre dizer não a qualquer tipo de violência e agressão.
Ter bondade, educação e responsabilidade
Ser educado e procurar sempre fazer o bem são duas das virtudes de maior prestígio
dentro da sociedade. Os bons exemplos são sempre seguidos, por isso quem
bondade dá com bondade será retribuído. Devemos ser também responsáveis,
assumindo sempre tudo aquilo que fazemos. Ter liberdade é saber arcar com todas
as nossas obrigações, com nossas responsabilidades.
Perdoar
Ao manter ressentimentos de alguém, nunca se tem o repouso devido para o corpo
e para a alma. O rancor não leva a lugar nenhum, apenas serve para criar mais
problemas.
Dialogar
Muitos problemas, brigas, discussões e incompreensões poderiam ser facilmente
resolvidos se existisse diálogo entre as pessoas envolvidas. Procure sempre
conversar, trocar idéias, experiências, buscar explicações e, antes de tudo,
aprenda a conhecer as outras pessoas.
Agir conforme a consciência e de acordo com os valores éticos e morais
Não estamos sozinhos no mundo, e tudo aquilo que não queremos para nós também
não devemos fazer às outras pessoas. Aprender a conviver é essencial para
melhor saborearmos nossa vida.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
SER EDUCADOR HOJE EM DIA
Ser educador hoje é viver intensamente o seu tempo; conviver é ter
consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade
sem educadores, assim como não se pode pensar num futuro sem poetas e
filósofos. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a
informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas
cidadãs.
Diante
dos falsos pregadores da palavra, os educadores são os verdadeiros,
"amantes da sabedoria"; os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles
fazem fluir o saber, porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a
humanidade e buscam juntos um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável
para todos. Para Gadotti (2000), os educadores são imprescindíveis, sendo eles
os verdadeiros construtores do processo de ensino-aprendizagem.
A
aprendizagem é um processo que ocorre ao longo da vida, são momentos muitas
vezes, de conflitos e divergências. Na visão de Jacques Delores (1998), vive-se
hoje o chamado mundo globalizado que necessita, cada vez mais, de competências
e habilidades, agilidade e sensibilidade, pressupostos de caráter humano que
solicitam novos valores e critérios compatíveis com as mudanças da sociedade
atual.
O
educador é o responsável por estimular o prazer de compreender, descobrir,
construir o conhecimento, curiosidade, autonomia e atenção no aluno. É preciso
ensinar a pensar; a pensar a realidade e não apenas o "já dito" o
"já feito", e só reproduzir o conhecimento.
Segundo
Gadotti (2000), o conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que
se faça no futuro, por isso, há o consenso de que o desenvolvimento de um país
está condicionado à qualidade de sua educação.
A
tarefa de educar, no entanto é delicada porque supõe, em princípio, amor,
desprendimento, doçura, firmeza, paciência e decisão, além do domínio dos
conteúdos e metodologias. Daí a necessidade da motivação, do encantamento;
motivação que deve vir de dentro do próprio aluno, oportunizada pelos estímulos
do professor.
Na
visão de Freire (1996), o sentido de ensinar é fazer com que o ser humano veja
novos padrões de vida, novas formas de perceber, ser, pensar e agir, e que vão
auxiliar no uso do conhecimento, na resolução de problemas, construções de
novos significados e pensamentos.
E
para que o indivíduo tenha experiências intelectuais estimulantes e socialmente
relevantes é preciso à mediação do professor com boa conduta e domínio dos
conhecimentos que deve ensinar e dos meios para fazê-lo com eficácia. O
educador deve saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as
possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção (FREIRE, 1996,
p. 47).
Segundo
Freire (1996), o educador deve ter liberdade e autoridade, e que a liberdade
deve ser vivida em coerência com a autoridade na condução de suas aulas; não
pode ser imparcial em suas atitudes, deve sempre mostrar o que pensa, apontando
diferentes caminhos, evitando conclusões, para que o aluno procure o que
acredita, com suas explicações, se responsabilizando pelas consequências e construindo
assim sua autonomia.
Para
Freire (1996), motivar e auto motivar-se, é de fundamental importância no
processo de docência, é a busca não apenas do conhecimento teórico e prático
através de capacitação e formação, mas da relação docente-discente, sendo esta
peça fundamental para a formação e educação crítica dos cidadãos.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Prática de Valores na escola
A educação em valores, que
se desenvolve na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas
escolas, nas manifestações culturais, nos movimentos e nas organizações
sociais, é uma questão fundamental da sociedade atual, imersa numa rede
complexa de situações e fenômenos que exige, a cada dia, intervenções
sistemáticas e planejadas dos profissionais da educação escolar.
Entre as diferentes ambiências humanas, a escola tem sido, historicamente, a
instituição escolhida pelo Estado e pela família como o melhor lugar para o
ensino–aprendizagem dos valores, de modo a cumprir, em se tratando de educação
para a vida em sociedade, a finalidade do pleno desenvolvimento do educando,
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo do
trabalho.
Sendo assim, caberá às instituições de ensino a missão, por excelência, de
ensinar valores no âmbito do desenvolvimento moral dos educandos, através da
seleção de conteúdos e metodologias que favoreça temas transversais (Justiça,
Solidariedade, Ética, etc.) presentes em todas as matérias do currículo
escolar, utilizando-se, para tanto, de projetos interdisciplinares de educação
em valores aplicados em contextos determinados, fora e dentro da escola.
O que são, afinal, os valores? Que valores devem ser estudados e desenvolvidos
na escola? Entre o que a escola ensina de valores, há coerência com o que a
sociedade requer dos homens e das mulheres? Além de tentarmos responder as
questões acima levantadas, pretendemos, neste artigo, trazer exemplos e
sugestões bem concretos para o trabalho do professor em sala de aula, para que
não se limite a ensinar valores, mas a praticá-los e a se tornar, assim, um
educador em valores.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Indisciplina na sala de aula
Há 40 anos atrás este problema praticamente
não existia. As escolas do passado seguiam um sistema tradicional, exigindo dos
alunos um comportamento quase militar. Quando ocorriam atitudes de
indisciplina, os castigos, muitos deles físicos, eram aplicados.
Porém, muita coisa
mudou nestes 30 anos e hoje a escola não adota mais uma postura repressiva e
violenta. Estamos numa época de valorização da democracia, cidadania e
respeito. Cabe a escola levar estes princípios à sério dentro do seu projeto
pedagógico. Então, como acabar ou diminuir a indisciplina em sala de aula,
objetivando melhorar as condições de aprendizado dos alunos?
Primeiramente, o
professor deve identificar os motivos da indisciplina. Observar os alunos e
estabelecer um diálogo pode ajudar muito neste sentido. Muitas vezes, a
indisciplina ocorre porque os alunos não entendem o conteúdo ou acham as aulas
cansativas. Nestes casos, o professor pode modificar suas aulas, adotando
atividades estimulantes e interativas. Esta atitude costuma gerar bons
resultados.
Em outras situações, a
indisciplina ocorre a partir de uma situação de conflito e enfrentamento entre
alunos e professor. Neste caso, o professor deve buscar conversar e ouvir os
alunos. Cabe ao professor desfazer o clima de conflito e solucionar a
situação.
Uma outra boa sugestão
é criar algumas regras comuns para o funcionamento das aulas. O professor pode
fazer isso com a ajuda dos próprios alunos. Dentro destas regras podem constar:
levantar a mão e aguardar a sua vez antes de perguntar ou falar, fazer silêncio
em momentos de explicação, falar num tom de voz adequado, etc.
Com estas e outras
atitudes, o professor vai ganhar o respeito de seus alunos. Este respeito é uma
porta aberta para, através do diálogo com os estudantes, buscar soluções
adequadas para melhorar as condições de aula na escola.
terça-feira, 5 de maio de 2015
O QUE É PME?
Traçar um plano
consiste em estabelecer objetivos e enumerar as ações necessárias para
alcançá-los. Fazer um Plano Municipal de Educação (PME) é, basicamente, isso:
definir metas a serem atingidas num prazo de 10 anos e descrever as estratégias
que serão usadas para chegar até lá. Mas o PME é muito mais do que uma
declaração de intenções. Sua importância não reside apenas em garantir um
direito fundamental pelo qual os municípios têm grande responsabilidade. A
construção coletiva do PME e a sua implementação têm o potencial de mudar a
forma como os gestores e a comunidade lidam com as políticas educacionais.
A criação ou revisão dos PMEs está prevista pela Lei 13.005/2014, que estabeleceu o novo Plano Nacional de Educação (PNE). No entanto, desde 2001, quando entrou em vigor no país o primeiro PNE, estados, municípios e o Distrito Federal já tinham a obrigação de criar as suas versões locais das metas e estratégias. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, apenas 38% dos estados e 66% dos municípios contavam com planos em 2011. Ou seja: um terço das cidades brasileiras precisa iniciar agora o processo de construção do seu primeiro PME. E todas as demais devem rever metas e estratégias à luz das diretrizes estabelecidas pelo novo plano nacional.
"O Plano Municipal de Educação é o instrumento mais importante da política educacional e nós estamos em um momento propício para a discussão sobre essas prioridades nas cidades, com a participação de todos", comenta Ananda Grinkraut, assessora da Ação Educativa e coordenadora da iniciativa De Olho nos Planos - trabalho direcionado para suporte e acompanhamento dos planos em todo o país.
O papel dos PMEs é planejar as políticas públicas para a área a longo prazo e, com isso, contribuir para a efetivação do acesso à educação. "O plano municipal é um instrumento de cidadania, de garantia de direitos das crianças, adolescentes e jovens e, ao mesmo tempo, é uma diretriz que faz com que as políticas não sejam cindidas à medida que as gestões vão mudando, o que infelizmente é uma situação muito comum no Brasil".
A criação ou revisão dos PMEs está prevista pela Lei 13.005/2014, que estabeleceu o novo Plano Nacional de Educação (PNE). No entanto, desde 2001, quando entrou em vigor no país o primeiro PNE, estados, municípios e o Distrito Federal já tinham a obrigação de criar as suas versões locais das metas e estratégias. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, apenas 38% dos estados e 66% dos municípios contavam com planos em 2011. Ou seja: um terço das cidades brasileiras precisa iniciar agora o processo de construção do seu primeiro PME. E todas as demais devem rever metas e estratégias à luz das diretrizes estabelecidas pelo novo plano nacional.
"O Plano Municipal de Educação é o instrumento mais importante da política educacional e nós estamos em um momento propício para a discussão sobre essas prioridades nas cidades, com a participação de todos", comenta Ananda Grinkraut, assessora da Ação Educativa e coordenadora da iniciativa De Olho nos Planos - trabalho direcionado para suporte e acompanhamento dos planos em todo o país.
O papel dos PMEs é planejar as políticas públicas para a área a longo prazo e, com isso, contribuir para a efetivação do acesso à educação. "O plano municipal é um instrumento de cidadania, de garantia de direitos das crianças, adolescentes e jovens e, ao mesmo tempo, é uma diretriz que faz com que as políticas não sejam cindidas à medida que as gestões vão mudando, o que infelizmente é uma situação muito comum no Brasil".
segunda-feira, 4 de maio de 2015
O que é o projeto político-pedagógico (PPP)
Toda escola tem objetivos que deseja alcançar, metas a cumprir e sonhos
a realizar. O conjunto dessas aspirações, bem como os meios para
concretizá-las, é o que dá forma e vida ao chamado projeto político-pedagógico
- o famoso PPP. Se você prestar atenção, as próprias palavras que compõem o
nome do documento dizem muito sobre ele:
- É projeto porque
reúne propostas de ação concreta a executar durante determinado período de
tempo.
- É político por
considerar a escola como um espaço de formação de cidadãos conscientes,
responsáveis e críticos, que atuarão individual e coletivamente na
sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir.
- É pedagógico porque
define e organiza as atividades e os projetos educativos necessários ao processo
de ensino e aprendizagem.
Ao juntar as três dimensões, o PPP ganha a força de um guia - aquele que indica a direção a seguir não apenas para gestores e professores, mas também funcionários, alunos e famílias. Ele precisa ser completo o suficiente para não deixar dúvidas sobre essa rota e flexível o bastante para se adaptar às necessidades de aprendizagem dos alunos. Por isso, dizem os especialistas, a sua elaboração precisa contemplar os seguintes tópicos:
- Missão
- Clientela
- Dados
sobre a aprendizagem
- Relação
com as famílias
- Recursos
- Diretrizes
pedagógicas
- Plano
de ação
Por ter tantas informações relevantes, o PPP se configura numa ferramenta de planejamento e avaliação que você e todos os membros das equipes gestora e pedagógica devem consultar a cada tomada de decisão. Portanto, se o projeto de sua escola está engavetado, desatualizado ou inacabado, é hora de mobilizar esforços para resgatá-lo e repensá-lo. O PPP se torna um documento vivo e eficiente na medida em que serve de parâmetro para discutir referências, experiências e ações de curto, médio e longo prazos.
Assinar:
Postagens (Atom)













