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quinta-feira, 10 de março de 2016

O QUE É A ANA?

ANA é a sigla de Avaliação Nacional de Alfabetização, avaliação externa realizada pelo Ministério da Educação com alunos de 3º ano do Ensino Fundamental de todo o País. A prova é o instrumento do MEC para acompanhar a eficácia do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), lançado em 2012, que tem como meta a alfabetização plena de todas as crianças até os oito anos de idade, em leitura, escrita e matemática. A ANA foi aplicada pela primeira vez em 2013 e os resultados devem ser divulgados em breve. A prova será realizada anualmente.
Com os resultados da ANA, espera-se que as redes de ensino e o governo estabeleçam estratégias de melhoria nos processos educacionais, visando o ciclo de alfabetização, que compreende do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental.
Entenda como funciona a avaliação.

O que é ?
A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) é uma prova aplicada a alunos do 3º ano do Ensino Fundamental que avalia os conhecimentos do estudante em leitura, escrita e matemática.

Como é ?
A ANA é composta por 40 itens. No caso de língua portuguesa, o teste tem 17 itens objetivos de múltipla escolha e três itens abertos, de produção escrita. Em matemática, são aplicados aos estudantes 20 itens objetivos de múltipla escolha. Além dos cadernos dos questionários para os alunos, a aplicação da ANA inclui questionários para professores e gestores que devem ser respondidos online. O foco desses questionários é coletar informações sobre as condições de infraestrutura, formação de professores, gestão escolar, organização do trabalho pedagógico, entre outras temáticas.

Quem participa ?
A avaliação é censitária, ou seja, todos os alunos matriculados no 3º ano do Ensino Fundamental devem participar.

Quem cria e aplica ?
A formulação do material e a aplicação da avaliação são de responsabilidade do Inep. É recomendado que um professor acompanhe a aplicação, mas não é obrigatório. Os itens (questões) das avaliações do Inep são construídos por acadêmicos que atendem às chamadas públicas abertas pelo órgão.

Quando é aplicada ?
Uma vez por ano, em novembro.

Quem divulga e para que servem os resultados ?
Os resultados da ANA são compilados pelo Inep e serão divulgados por instituição de ensino, município e unidade federativa. Para facilitar a interpretação dos resultados, os dados serão divulgados por nível de aprendizado (quatro níveis estabelecidos pelo Inep), nível socioeconômico e capacitação docente.

Os resultados da ANA compõem o Índice de Desenvolvimento Educação Básica (Ideb)?
Não. A avaliação é um diagnóstico da aprendizagem apenas das crianças no ciclo de alfabetização.


Qual a diferença entre Provinha Brasil, ANA e Prova ABC?
A Provinha Brasil não é uma avaliação externa e sim um instrumento que oferece aos professores e gestores escolares um diagnóstico imediato do processo de aprendizagem e desenvolvimento da alfabetização dos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental. A partir deste ano, os resultados serão compilados pelos próprios professores com o auxílio do Sistema Provinha Brasil. A prova não gera índices que reflitam a situação de todo o sistema de ensino, portanto, não serve para instrumentalizar políticas públicas. Os resultados são de uso interno de cada unidade escolar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

Tem como objetivo de verificar a presença e a ausência dos pré-requisitos de aprendizagem adquiridos, ou não, na série anterior.

Não há um modelo de Avaliação Diagnóstica, cada Professor, conforme sua disciplina e os pré-requisitos que precisam ser trazidos da série anterior, é quem elabora atividades que levantem o que o aluno sabe e o que ele ainda não aprendeu.

1)    Quando e porquê realizar a Avaliação diagnóstica:   
·        Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino;
·        Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo).

2)    Função: diagnosticar
· Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos).

3)    De posse dos resultados da avaliação diagnóstica será possível o Professor ajudar os alunos das seguintes formas:
·        Estimular o relacionamento entre os alunos, através de jogos e atividades dinâmicas;
·        Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades;
·        Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos;
·        Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado;

·        Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma.

terça-feira, 11 de março de 2014

AVALIAR SIGNIFICA ATRIBUIR NOTAS?



           Falar sobre avaliação não é novidade, muito se tem discutido sobre o tema no contexto escolar. Procura-se uma verdadeira definição para tal, justamente porque esse tem sido um dos aspectos mais polêmicos na prática pedagógica. Mesmo esta sendo uma prática social ampla, pela própria capacidade que o ser humano tem de observar, refletir e julgar, a avaliação vem sendo utilizada ao longo das décadas como mera atribuição de notas, visando somente a promoção ou reprovação do aluno.
             Avaliar vem do latim a + valere, que significa atribuir valor e mérito ao objeto em estudo. Portanto, avaliar é atribuir um juízo de valor sobre a propriedade de um processo para a aferição da qualidade do seu resultado, porém, a compreensão do processo de avaliação do processo ensino/aprendizagem tem sido pautada pela lógica da mensuração, isto é, associa-se o ato de avaliar ao de “medir” os conhecimentos adquiridos pelos alunos. 
            Então, vamos refletir: É preciso mesmo atribuir notas?  Quando se registra, em forma de nota, o resultado obtido pelo aluno, fragmenta-se o processo de avaliação e introduz-se uma burocratização que leva à perda do sentido do processo e da dinâmica da aprendizagem. Pensando a avaliação como aprovação ou reprovação, a nota torna-se um fim em si mesma, ficando distanciada e sem relação com as situações de aprendizagem. Essencialmente, no modelo tecnicista, que privilegia a atribuição de notas e a classificação dos estudantes, ela é ameaçadora, uma arma. Vira instrumento de poder e dominação, capaz de despertar o medo. Lembrando que a avaliação da aprendizagem não é algo meramente técnico. Envolve autoestima, respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida, sentimentos e posicionamento político. 
               Avaliação, conforme define Luckesi (1999, p. 33), "é como um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade, tendo em vista  uma tomada de decisão".  Luckesi alerta que a avaliação com função classificatória não auxilia em nada o avanço e o crescimento do aluno e do professor, pois se constitui num instrumento estático e frenador de todo o processo educativo. Segundo este, a avaliação com função diagnóstica, ao contrário da classificatória, constitui-se num momento dialético do processo de avançar no desenvolvimento da ação e do crescimento da autonomia. No entender de Luckesi (1999, p.43) “para não ser autoritária e conservadora, a avaliação tem a tarefa de ser diagnóstica, ou seja, deverá ser o instrumento dialético do avanço, terá de ser o instrumento da identificação de novos rumos”.

 Segundo os especialistas, a avaliação interessa a quatro públicos:
  • Ao aluno, que tem o direito de conhecer o próprio processo de aprendizagem para se empenhar na superação das necessidades;
  • Aos pais, corresponsáveis pela Educação dos filhos e por parte significativa dos estímulos que eles recebem;
  • Ao professor, que precisa constantemente avaliar a própria prática de sala de aula;
  • À equipe docente, que deve garantir continuidade e coerência no percurso escolar de todos os estudantes.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MEC avalia nível de alfabetização

O MEC (Ministério da Educação) aplicou, em novembro de 2013, uma prova para avaliar o nível de alfabetização dos alunos do 3º ano do ensino fundamental (antiga 2ª série) em toda a rede pública do país. 
A avaliação é parte do Pnaic (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa). O plano, articulado pelo governo federal, pretende que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade. O prazo para cumprimento da meta é 2022.
O Inep estima que serão avaliados cerca de 3,4 milhões de estudantes. Costa afirmou ainda que haverá algum tipo de "retrato da escola", como acontece atualmente com a Prova Brasil, em que há indicação do nível socioeconômico dos alunos. Não será um questionário com muitas questões porque os alunos são muito novos, explicou Costa. 
Os custos, segundo Costa, ainda estão sendo estimados -- o Inep deve aproveitar a estrutura de aplicação da Prova Brasil. "Os custos devem ser basicamente de impressão", disse o presidente do Inep.
Segundo Costa, a matriz (conjunto de conteúdos a serem avaliados) já foi construída pelo Inep e pela equipe da SEB (Secretaria de Educação Básica) do MEC. A prova está sendo elaborada.
Resultados
Os resultados serão divulgados em abril de 2014 às escolas, afirma Costa. Ele disse que ainda não sabe como será a divulgação para a "sociedade". "Precisamos fazer três diálogos: com as escolas, entregando o mapa de itens para que eles possam fazer as intervenções pedagógicas, com os pais e com a sociedade [para que eles se engajem no pacto] e com a imprensa", respondeu o presidente do Inep ao ser questionado se os dados viriam a público. 
Segundo ele, é preciso ter muito cuidado para a prova não gerar "ranqueamento das escolas". "A nossa busca é de não ficar nenhuma criança para trás", disse. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PROJETO DE RECUPERAÇÃO PARALELA

 OBJETIVO GERAL
Possibilitar aos alunos do 6.º ao 9.º Ano, que apresentam dificuldades de aprendizagem, melhores condições para acompanhar o processo de ensino-aprendizagem.

 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Identificar problemas relacionados à aprendizagem apresentados pelos alunos do curso mencionado; Realizar um trabalho de recuperação de aprendizagem em cada uma das disciplinas.

JUSTIFICATIVA
O homem, segundo CASTRO (apud SISTO, 1996), é uma organização complexa provida de mecanismos de auto-regulação, que tem não apenas a função de conservar o sistema, vencendo obstáculos e superando perturbações, mas também, de promover a construção e o aperfeiçoamento de estruturas e funções ultrapassando a cada momento suas possibilidades.

Esta visão progressista da vida mental situa-se no nível de uma interação ideal entre o sujeito e o meio no qual um e outro não manifestem impedimentos fundamentais.
Nesta busca do meio e desse aperfeiçoamento, o indivíduo se depara com muitas derrotas, que, no entanto devem ser transformadas em vitórias, utilizando-se o potencial educativo de cada um. Muitas vezes estes obstáculos tornam-se extremamente difíceis de serem transpostos e somente com o auxílio de um mediador eficiente isto acontece.

Quando nos reportamos ao ambiente escolar, vemos estes obstáculos aparentemente intransponíveis, na forma de problemas de aprendizagem. Para PAIN (1992), estes são caracterizados como aqueles que atentam contra a normalidade do processo ensino aprendizagem, qualquer que seja o nível cognitivo do sujeito. Ou seja, podendo estar relacionados à causas físicas, sensoriais, neurológicas, emocionais, intelectuais, emocionais ou socioeconômicas.

A escola tem o compromisso, inclusive legal, conforme consta na Lei 9.394 de 20/12/96, artigo 24, parágrafo V, de identificar estas situações e promover a recuperação paralela para que o processo de aprendizagem ocorra para todos.

Acreditamos que quando a intervenção acontece no âmbito escolar, aumenta a possibilidade de sanar-se o problema, uma vez que o processo é mais rápido e proximal com todos os envolvidos (educandos, pais e professores).
 
 ORGANIZAÇÃO
Haverá 2 modalidades de atendimento, respeitando as necessidades de cada faixa etária.

6.º ano
 OFICINAS PEDAGÓGICAS
- Linguagem
- Lógica Matemática
- Habilidades de estudo

 7.º ao 9.º ano
 AULAS DE RECUPERAÇÃO
- Língua Portuguesa
- Matemática
- Ciências
- História
- Geografia
- Física
- Química 

 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

 OFICINAS PEDAGÓGICAS
Ministradas por uma pedagoga, desenvolverão nos alunos, através de uma abordagem psicopedagógica as habilidades necessárias para o desenvolvimento da aprendizagem dos conteúdos de sala de aula. O encaminhamento para esta oficina será realizado a partir da observação dos professores em sala de aula em acordo com a coordenação psicopedagógica. Os alunos serão convocados através de contato com a família e posterior envio de comunicado escrito com as informações.

 AULAS DE RECUPERAÇÃO
As aulas de recuperação acontecerão no horário oposto, ministradas preferencialmente pelo próprio professor da disciplina, utilizando várias estratégias metodológicas para garantir a aprendizagem de seus alunos.  A partir da terceira semana de aula os horários são divulgados pelos próprios professores e no site da escola. Após os primeiros momentos avaliativos cada professor pode convocar por escrito os alunos que demonstrarem dificuldades.

OBSERVAÇÃO: Todos os profissionais envolvidos nas oficinas serão acompanhados pela Coordenação Psicopedagógica, para verificação do cumprimento dos objetivos e busca de novas estratégias e novos recursos.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Avaliar para quê?


A avaliação serve para corrigir rumos. Nesse sentido, não é o aluno que está sendo avaliado, é o processo ensino/aprendizagem. Poderíamos distinguir alguns tipos de avaliação: diagnóstica corretiva, globalizante, de pré-requisitos e autoavaliação.

• A avaliação diagnóstica é aquela que se faz para descobrir como está a situação: o que já foi ensinado, o que o aluno traz como conhecimento anterior, os problemas que foram identificados anteriormente, o nível de maturidade das pessoas com quem vamos lidar. Isso pode ser feito por meio de entrevistas, consultas ao material do ano anterior, conversa com os alunos, teste escrito. Se pedirmos informação ao professor do ano anterior, convém evitar que a informação colhida sirva para rotular o aluno ou criar preconceitos contra certas turmas. É bom lembrar que qualquer um pode se enganar numa avaliação e que, no ano seguinte, o aluno já é diferente.

• A avaliação corretiva é feita o tempo todo. Serve como diz o nome, para corrigir, mas não se trata de corrigir só o aluno. Corrige-se principalmente a maneira de ensinar. Se algo não está sendo aprendido como se esperava, é bom tentar outros caminhos o professor percebe se está tudo bem através da atitude dos alunos, das perguntas e respostas dadas na sala. Pode haver momentos de avaliação mais estruturada, com testes, provas, questionários e outros tipos de trabalho, mas o objetivo continua o mesmo: corrigir os rumos do processo de educar para obter melhor resultado.

• A avaliação globalizante consiste em avaliar ao fim de um período, de um ano ou de um curso, para saber o que ficou de mais importante, o que os alunos gostaram mais, o que deve ser repetido, o que é bom evitar. Um debate com os alunos pode ser realizado com essa finalidade. Para o professor, isso ajuda a planejar o período seguinte; para o aluno, faz perceber o progresso obtido e dá uma visão de conjunto do que foi aprendido.

• A avaliação de pré-requisitos para a etapa seguinte se baseia no fato de que, se um novo conhecimento depende de habilidades ou noções anteriores, temos de verificar se o terreno está bem preparado. Pesquisas e trabalhos em grupo, por exemplo, exigem uma longa preparação anterior para que os alunos saibam como proceder: os passos necessários, o roteiro, a bibliografia, a maneira de apresentar o trabalho, fazer citações extrair a ideia central de um texto, indicar fontes, incluir figuras, etc. 

É impressionante como alguns professores costumam dizer simplesmente: “Pesquise”, sem ensinar de fato como se faz isso. O mesmo acontece com os trabalhos em grupo: o que deveria ser socialização e partilha muitas vezes se converte em preguiça e exploração, simplesmente porque ninguém desenvolveu as etapas anteriores que ajudam a criança a perceber qual é a dinâmica de um trabalho em grupo.


• Quanto à autoavaliação, a própria criança deveria ser a maior interessada em seu progresso. Ela é que deveria ser capaz de se alegrar com o que já consegue fazer e pedir ajuda ao professor quando encontra dificuldades. Essas atitudes são conquistadas sem problemas se o clima for de confiança mútua e se o processo de avaliação não for sentido como julgamento ou ameaça. Não se faz autoavaliação para “tirar a média” entre a “nota” que a criança dá a si mesma e a que recebe do professor. É outro espírito: aluno e professor, aliados na busca de um trabalho melhor, examinam suas falhas e acertos para buscar novos caminhos. 

sexta-feira, 1 de março de 2013

FILOSOFIA PARA CRIANÇAS - Como Avaliar?


          Ao lecionar Filosofia para Crianças os professores se preocupam com o que avaliar e como. Na proposta de ensino filosófico é preciso dispor de muitos recursos para avaliar ensinando e ensinar ao avaliar.  Desta maneira a avaliação é muito mais do que um simples exame que o professor faz do que o aluno sabe; ao contrário dos modelos pedagógicos tradicionais, o ensino filosófico não dispensa o diálogo e este é apenas um dos modos de avaliar.

          Em geral não há uma avaliação propriamente dita, mas muitas avaliações e auto avaliação, porque é feita no cotidiano escolar, a cada momento o educando está se desenvolvendo cognitivamente e sócio-afetivamente e isto pode ser percebido por ele mesmo de tal maneira que o aluno assume uma condição ativa na atividade avaliativa realizada por ele.

          Na sala de aula, em princípio, os pequenos aprendizes ouvem atentamente as leituras e participam dela, como vimos no texto sobre algumas motivações de leituras, daí as crianças demonstram as possibilidades de temas a serem trabalhados e formulam indagações para problematizar o tema; desde os momentos iniciais da aula, na organização do ambiente, a hora de leitura e na problematização realiza-se avaliação lúdica. Por exemplo, uma sugestão é o professor preparar papéis coloridos que representam bônus a serem entregues aos alunos por cada participação na aula e no final do bimestre a soma dos bônus resultaria em uma parte da pontuação ou conceito atribuído.

          Em sequência, ocorre discussão sobre o tema escolhido pelos alunos no momento deliberativo, o debate é uma excelente ocasião para promover auto-correção. Rever os conceitos expressados desenvolve o exercício de raciocínio lógico e a autocorreção tem valor imensurável nesta comunidade com ideias compartilhadas e respeitadas.

       Nas atividades avaliativas pode-se julgar o conteúdo, o aprendizado, o cumprimento das regras conforme os combinados, o grupo atuando em equipe, a cooperatividade dos alunos auxiliando uns aos outros e a aula em si por analogia com objetos estranhos trazidos pelo professor.

          Comumente, no tradicionalismo pedagógico o professor mostra os erros dos alunos, neste megaparadigma o educando tem a oportunidade de refazer o seu feito tornando-se capaz de corrigir seus próprios erros.

          A auto avaliação pode ser realizada de diversas maneiras, individual ou em grupo, a partir do modo como o aluno expressa singularmente o que aprende. Assim como há vários modos de aprender existem muitas vias para identificar o aprendido. Uma das formas de verificarmos o aprendizado deveria ser principalmente a efetivação atitudinal; isto é, o ensinado precedido de ato prático funcional, fica claro que uma criança aprendeu de fato que não se deve jogar lixo no chão quando ela passa a colocá-lo somente na lixeira. Sendo assim, avaliar o ensino-aprendizado perpassa pela observação correctiva e não coercitiva a fim de proporcionar autonomia.