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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os Temas Transversais na Escola Básica

Os temas transversais são constituídos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) e compreendem seis áreas: Ética (Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo, Solidariedade), Orientação Sexual (Corpo: Matriz da sexualidade, relações de gênero, prevenções das doenças sexualmente Transmissíveis), Meio Ambiente (Os ciclos da natureza, sociedade e meio ambiente, manejo e conservação ambiental) , Saúde (autocuidado, vida coletiva), Pluralidade Cultural (Pluralidade Cultural e a Vida das Crianças no Brasil, constituição da pluralidade cultural no Brasil, o Ser Humano como agente social e produtor de cultura, Pluralidade Cultural e Cidadania) e Trabalho e Consumo (Relações de Trabalho; Trabalho, Consumo, Meio Ambiente e Saúde; Consumo, Meios de Comunicação de Massas, Publicidade e Vendas; Direitos Humanos, Cidadania). Podemos também trabalhar temas locais como: Trabalho, Orientação para o Trânsito, etc.

Os temas transversais expressam conceitos e valores básicos à democracia e à cidadania e obedecem a questões importantes e urgentes para a sociedade contemporânea. A ética, o meio ambiente, a saúde, o trabalho e o consumo, a orientação sexual e a pluralidade cultural não são disciplinas autônomas, mas temas que permeiam todas as áreas do conhecimento, e estão sendo intensamente vividos pela sociedade, pelas comunidades, pelas famílias, pelos alunos e educadores em seu cotidiano. 

Os Temas Transversais caracterizam-se por um conjunto de assuntos que aparecem transversalizados em áreas determinadas do currículo, que se constituem na necessidade de um trabalho mais significativo e expressivo de temáticas sociais na escola. Alguns critérios utilizados para a sua constituição se relacionam à urgência social, a abrangência nacional, à possibilidade de ensino e aprendizagem na Educação Básica e no favorecimento à compreensão do ensino/aprendizagem, assim como da realidade e da participação social. São temas que envolvem um aprender sobre a realidade, na realidade e da realidade, preocupando-se também em interferir na realidade para transformá-la.

Os temas transversais atuam como eixo unificador, em torno do qual se organizam as disciplinas, devendo ser trabalhados de modo coordenado e não como um assunto descontextualizado nas aulas. O que importa é que os alunos possam construir significados e conferir sentido àquilo que aprendem. Quando enfocamos o tema transversal Trabalho e Consumo, poderemos enfatizar a informação das relações de trabalho em várias épocas e a sua dimensão histórica, assim como comparar diversas modalidades de trabalho, como o comunitário, a escravidão, a exploração, o trabalho livre, o assalariado. Poderemos também analisar a influência da publicidade na vida das pessoas, enfocando a Indústria Cultural. Refletir como a propaganda dissemina atitudes de vida, padrões de beleza e condutas que manifestam valores e expectativas. Analisar criticamente o anseio de consumo e a autêntica necessidade de adquirir produtos e serviços.


O papel da escola ao trabalhar Temas transversais é facilitar, fomentar e integrar as ações de modo contextualizado, através da interdisciplinaridade e transversalidade, buscando não fragmentar em blocos rígidos os conhecimentos, para que a Educação realmente constitua o meio de transformação social. 

sábado, 10 de janeiro de 2015

ORGANIZANDO O PRIMEIRO DIA DE TODOS OS OUTROS DIAS...

O primeiro dia é muito importante para reforçar vínculos afetivos entre aluno / escola / família / professores. 

Receber os estudantes com afeto contribui para melhorar a disciplina de alunos antigos e deixar os novatos mais à vontade.


Sugestões práticas:
  • Antes da chegada da turma, a escola deve estar limpa, reformada e bonita. Todos os funcionários, do porteiro ao Diretor, devem ter recebido orientações especiais para o atendimento aos alunos e famílias. Todos devem estar portando seus crachás.
  • Concentre-se no que foi prometido aos pais e aos futuros alunos no ato da matricula e no que eles desejam. Isto precisa ser cumprido pela sua instituição, desde o primeiro dia de aula. Certifique-se de que a sua equipe de professores e outros funcionários da instituição estejam cumprindo o que foi combinado.
  • Caso sua escola tenha um número grande de novatos, estabeleça um dia só para a recepção deste grupo. Para isso convide aqueles alunos veteranos que "vestem a camisa", para fazer parte da comissão de boas vindas. Este dia não precisa ter a duração de um dia de aula normal.
  • Programe a chegada dos alunos por série. Reserve um dia para os menores, outro para a 6º, 7º e 8º e o último para a 9º e o Ensino Médio. Assim, é mais fácil dar atenção a todos. A divisão de tarefas é essencial para o sucesso das atividades.
  • É importante que também os pais se sintam acolhidos. Uma boa opção e fazer uma palestra sobre a importância da sua participação na educação dos filhos e nas atividades da escola junto à comunidade. As mães de "primeira viagem" devem ter cuidados especiais. Programe uma palestra sobre adaptação só para este grupo.
  • Combine com os professores uma aula diferente, estimulante e prazerosa, com gosto de quero mais. Uma idéia é programar suas aulas realizando atividades que retratem a realidade do momento, como novelas, músicas, shows, notícias e organizar os conteúdos com aquilo que o aluno está vivenciando.
  • Programe para o intervalo um lanche especial, com tudo o que eles mais gostam, da pipoca ao cachorro-quente.
  • A educação Infantil deve preparar um cronograma especial, com horário diferenciado nos primeiros dias de aula, pois como já sabemos, a adaptação nessa faixa etária nem sempre é fácil.
  • Já na primeira semana, exponha os trabalhos realizados pelos alunos. Todos nós gostamos de ver apreciado aquilo que fazemos.
  • E como este ano já começamos com o carnaval, que tal um belo baile a fantasia, com as marchinhas tradicionais, para entrosamento entre pais, alunos, professores e comunidade?
A verdade, o mais importante neste momento é manter a coerência entre as expectativas e o real. Entre o que foi prometido e o que está sendo feito.

É preciso que a escola toda se sinta feliz com a volta dos alunos e que isto esteja explicito em cada gesto, em cada palavra. 

Afinal, sabemos que a fidelização de nossos alunos não é conseguida com tapinhas nas costas, brincadeiras e cartões de Natal. 

Ela é duramente conquistada, no dia-a-dia, com pequenos detalhes que nos diferenciam e marcam a vida dos estudantes para todo o sempre.


Bem vindos ao ano letivo de 2015!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Reprovação escolar: uma questão, muitas facetas!

A reprovação nas escolas brasileiras é antiga e está atrelada à ideia de que os sujeitos aprendem ou deveriam aprender em tempos iguais e determinados. É a evidência mais forte da concepção tradicional de ensino que concebe o professor como um transmissor de conhecimentos e o aluno como um mero receptor. Revela ainda a concepção dos professores que acreditam na homogeneidade dos sujeitos, neste caso, daqueles que frequentam a escola na condição de alunos, termo que significa “sem luz”, talvez uma mera coincidência.

No Brasil a estrutura de organização seriada, presente na maioria das unidades escolares, subsidia a aceitação da reprovação como se esta fosse a solução mais viável para tratar os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem ou ainda que “não aprendem”, se é que é possível que alguém não aprenda. É uma espécie de controle que barra a progressão daqueles que não seguem o percurso escolar por não estarem no mesmo nível de aprendizagem dos demais.

É impressionante como cada vez aumentam e se tornam mais fortes os discursos que defendem a retenção do aluno numa mesma série a fim de que ele possa progredir depois. É, ao mesmo tempo, terrível, perceber que essas são falas de profissionais da Educação que estudam e se atualizam, mas que não conseguem esquecer ou rejeitar a tradição que receberam por herança em sua vida escolar.

O que significa ser reprovado? Por que um aluno é reprovado? O que justifica a sua manutenção numa mesma série?

O termo reprovado significa censurado, criticado, condenado; quanto à palavra reprovação quer dizer desprezo, crítica, desdém. Ora, os sentidos das expressões já revelam por si mesmos as suas implicações. Entretanto, uma desculpa corriqueira para justificar o ato de reprovar é a de que se o aluno passar mais um ano naquela série, vendo novamente os conteúdos que não conseguiu assimilar, terá mais êxito, inclusive em sua vida acadêmica. É esta uma grande falácia, pois o aluno que repete um ano letivo perde a motivação, seja pelo constrangimento de estar novamente naquele mesmo ano de escolaridade, seja pela convivência com colegas menores com interesses distintos.

O tema é polêmico e é provável que os humores se modifiquem a partir das argumentações aqui expostas. Mas, reflita, caro colega professor: se lhe sobrevier uma inquietação, uma angústia, um duvidar, talvez haja o que se modificar, pois ainda que você discorde da abordagem realizada, permita-se pensar a respeito, porque bem sei que não é por maldade que muitos de nós ainda reprovamos os nossos alunos. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A importância da formação contínuada

1. Organizar e animar situações de aprendizagem.
• Conhecer, em uma determinada disciplina, os conteúdos a ensinar e sua tradução em objetivos de aprendizagem. 

• Trabalhar a partir das representações dos alunos. 

• Trabalhar a partir dos erros e obstáculos à aprendizagem. 

• Construir e planejar dispositivos e sequências didáticas. 

• Comprometer os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento. 

2. Gerir a progressão das aprendizagens • Conceber e gerir situações-problema ajustadas aos níveis e possibilidades dos alunos. 

• Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino primário. 

• Estabelecer laços com teorias subjacentes às atividades de aprendizagem. 

• Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, segundo uma abordagem formativa. 

• Estabelecer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão. 

3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação • Gerir a heterogeneidade dentro de uma classe. 

• Ampliar a gestão da classe para um espaço mais vasto. 

• Praticar o apoio integrado, trabalhar com alunos em grande dificuldade. 

• Desenvolver a cooperação entre alunos e certas formas simples de ensino mútuo. 

4. Implicar os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho • Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com os conhecimentos, o sentido do trabalho escolar e desenvolver a capacidade de auto avaliação na criança.  


• Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou da escola) e negociar com os alunos diversos tipos de regras e contratos. 

• Oferecer atividades de formação opcionais, a La carte. 

• Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno. 

5. Trabalhar em equipe.

• Elaborar um projeto de equipe, representações comuns. 

• Animar um grupo de trabalho, conduzir reuniões. 


• Formar e renovar uma equipe pedagógica. 

• Confrontar e analisar juntos situações complexas, práticas e problemas profissionais. 

• Administrar crises ou conflitos entre pessoas. 

6. Participar da gestão da escola.

• Elaborar, negociar um projeto da escola. 


• Gerir os recursos da escola. 

• Coordenar, animar uma escola com todos os parceiros (bairro, associações de pais, professores de língua e cultura de origem). 

• Organizar e fazer evoluir, dentro da escola, a participação dos alunos. 

7. Informar e implicar os pais. 

• Animar reuniões de informação e de debate.  


• Conduzir entrevistas. 

• Implicar os pais na valorização da construção dos conhecimentos. 

8. Utilizar tecnologias novas. 

• Utilizar softwares de edição de documentos. 

• Explorar as potencialidades didáticas dos softwares em relação aos objetivos das áreas de ensino. 

• Promover a comunicação à distância através da telemática. 

• Utilizar instrumentos multimídia no ensino. 

9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.

• Prevenir a violência na escola e na cidade. 

• Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais. 

• Participar da implantação de regras da vida comum envolvendo a disciplina na escola, as sanções e a apreciação de condutas. 

• Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em classe. 

• Desenvolver o sentido de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça. 

10. Gerir sua própria formação contínua.  


• Saber explicitar as próprias práticas 

• Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua. 

• Negociar um projeto de formação comum com colegas (equipe, escola, rede). 

• Envolver-se nas tarefas na escala de um tipo de ensino. 

• Acolher e participar da formação dos colegas. 

domingo, 30 de novembro de 2014

FIM DE ANO NA ESCOLA

Fim de ano na escola é sinônimo de aflição, muitos pais ficam preocupados com a possível retenção do filho na série cursada, principalmente com aqueles que apresentam notas baixas no decorrer de todos os bimestres. Esse é o período em que pais e alunos pressionam coordenação e professores para oferecerem possíveis chances de recuperação. 

Alguns pais recorrem aos professores particulares para um reforço maior com o objetivo de não permitir que o seu filho perca o ano. Em muitos casos o aprender fica em segundo plano, o importante mesmo é a aprovação, isso porque todos sabem dos prejuízos resultantes de uma reprovação escolar. 

Existem ocasiões em que um aluno deve ser retido isso (quando não detém o conhecimento mínimo para avançar para a série seguinte), mas existem casos em que o aluno teve dificuldade somente em uma parte do semestre, para eles a recuperação é uma boa alternativa, pois é possível obter bons resultados de aprendizagem. 

Os pais devem perceber que seus filhos estão na escola para aprender, não para atingir notas somente. Grande parte das famílias leva em conta as notas, aprendizagem é irrelevante. 

Final de segundo semestre na escola é um período que envolve toda a família, as atitudes da mesma com o aluno devem ser aplicadas de maneira prudente para não causar nenhum tipo de trauma no educando.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

SAÚDE ESCOLAR EFICAZ



O marco de ação da parceria para se concentrar recursos em saúde escolar eficaz identifica quatro pilares-chave como a base para respostas à questão da saúde escolar: 

o   Serviços escolares de saúde e nutrição
Muitos problemas comuns de saúde enfrentados por estudantes nas escolas podem ser efetivamente administrados de forma simples e barata, por meio de serviços escolares de saúde e nutrição. Serviços de tratamento como a vermifugação e a suplementação de micronutrientes são simples, fáceis, seguros e baratos de serem administrados por professores, e podem melhorar imediatamente a saúde e a condição nutricional das crianças. Por outro lado, isso as ajuda a se concentrar e a aprender na escola. Serviços de aconselhamento escolar podem ajudar a identificar e apoiar crianças e jovens nos momentos difíceis e, ao mesmo tempo, evitar o absenteísmo e a evasão escolar. Um sistema de referência forte para prestadores de serviços de saúde, serviços de proteção à criança e grupos de apoio comunitários também são essenciais para garantir que as crianças com problemas mais sérios de saúde, os quais não possam ser tratados na escola, sejam enviados para serviços apropriados.

o   Políticas igualitárias em saúde escolar
As políticas em saúde escolar, nos âmbitos nacional e local (escola), são necessárias para promover programas de saúde escolar eficazes. Em âmbito local (na escola): políticas relacionadas à saúde escolar definem prioridades, objetivos, padrões e regras para proteger e promover a saúde e a segurança de estudantes, professores e funcionários da escola. As políticas de saúde escolar devem tratar de questões de segurança física, como garantir que a escola tenha instalações adequadas para fornecimento de água e saneamento, bem como um ambiente seguro para proteger os estudantes e o corpo docente de violência, assédio sexual, discriminação e bullying. As políticas de saúde escolar devem responder às prioridades locais e às necessidade de todos, inclusive das crianças marginalizadas.

o   Ambiente de aprendizagem seguro
O ambiente escolar se refere aos aspectos do espaço da escola ou da aprendizagem que afetam o bem-estar físico e psicológico de estudantes, professores e outros funcionários da escola. Em relação ao bem-estar psicológico, a escola deve ser um lugar em que todos sejam livres do medo e da exploração, e onde existam e sejam aplicados códigos contra as más condutas. Em relação ao bem-estar físico, a escola deve ser um lugar em que todos os indivíduos sejam livres de perigo, doença, dano ou lesão física, onde sejam fornecidas instalações suficientes de água e saneamento básico, e onde as estruturas físicas (prédios, salas, corredores, pátios, banheiros etc.) sejam sólidas, acolhedoras e seguras. 

o   Educação baseada em habilidades
A educação baseada em habilidades usa exercícios participativos para ajudar estudantes a adquirir conhecimento e a desenvolver as atitudes e competências exigidas para adotarem comportamentos saudáveis. As habilidades desenvolvidas podem incluir habilidades cognitivas, como a resolução de problemas, o pensamento criativo e crítico, além de tomada da decisão; habilidades pessoais, como autoconhecimento, controle da raiva e enfrentamento emocional; e habilidades interpessoais, como habilidades de comunicação, cooperação e negociação

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O QUE É UM CURRÍCULO INTERDISCIPLINAR?

É o modo de viabilizar as interações e inter-relações entre as diferentes disciplinas existentes, consentindo que cada aluno perceba o conhecimento coletivo e construa o seu de maneira individual. Como vemos, currículo interdisciplinar não é apenas combinar algumas disciplinas em projetos, mas para que a interdisciplinaridade aconteça é necessário a colaboração e a parceria entre as disciplinas do currículo para se chegar a um finalidade única, que é a noção da realidade. O conceito de interdisciplinaridade foi organizado propondo-se restabelecer um diálogo entre as diversas áreas dos conhecimentos científicos. A interdisciplinaridade pode ser compreendida como sendo a troca de reciprocidade entre as disciplinas ou ciências, ou melhor, áreas do conhecimento. (FEREIRA in FAZENDA, 1993, p. 21-22).Nessa expectativa compete ao professor, articular teoria e prática, numa forma interdisciplinar sem perder de vista os objetivos fundamentais elencados para a sua disciplina. Ao buscarmos um novo olhar interdisciplinar chegaremos ao olhar transdisciplinar com mais entrosamento e fortalecimento.

A transdisciplinaridade considera o que está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de toda disciplina e sua finalidade é compreender o mundo atual. A transdisciplinaridade é a investigação da acepção da vida através de relações entre os diversos saberes das ciências exatas, humanas e artes, estimulando a vinculação e indicando uma visão contextualizada do conhecimento, da vida e do mundo. A transdisciplinaridade busca a compreensão do conhecimento, busca a inclusão, procura parceria, adiciona, compartilha, coopera, agrega. Citando Paulo Freire, constatamos que a fala desse educador nos elucida ao colocar que devemos aproximar a atitude interdisciplinar da atitude transdisciplinar: porque encontraremos nas duas o coletivo instituinte, o trabalho em grupo, a transversalidade, o diálogo.

O papel da educação como elemento de desenvolvimento social é reorientado, quando existe correlação entre as capacidades exigidas para o exercício da cidadania e para as ações produtivas. Devemos lembrar que a exclusão proveniente da sociedade do consumo e do capitalismo poderá sofrer diminuição através da idéia de currículos que privilegiem áreas que estão em crescimento no momento atual. Uma sugestão curricular de alcance para a sociedade contemporânea deverá agregar as tendências atuais da ciência e da tecnologia nas atividades produtivas e nas interações sociais.

Mediante as demandas contemporâneas, educadores de todo o país estão reunidos para discutir o entendimento do currículo no ensino infantil e fundamental, pois a idéia é modernizar o debate sobre a importância do currículo, principalmente após a ampliação do ensino fundamental para nove anos. Os estudos serão estruturados em seis eixos temáticos: currículo e desenvolvimento humano; educandos e o currículo; organização dos tempos e espaços escolares; currículo, conhecimento e cultura; diversidade e inclusão social; e currículo e avaliação.
 
Diante da constatação de necessidades contemporâneas, os eixos temáticos referentes aos estudos em andamento incorporam a preocupação dos educadores com a necessidade de um currículo que contemple a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade, porque o ser humano é ser de múltiplas dimensões e aprendem em tempos e em ritmos diferentes, o conhecimento deve ser construído e reconstruído, processualmente e sucessivamente, e o conhecimento deve ser abordado em uma perspectiva de totalidade.

Referências:MEC