Mostrando postagens com marcador PROFESSOR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PROFESSOR. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de junho de 2015

HORA DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO (H.T.P.C.)

1. Qual é a legislação básica sobre o assunto?

· Portaria CENP nº 1/96· L.C. nº 836/97

2. O que é HTPC?

É a Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo, a ser desenvolvida na unidade escolar, pelos professores e o Professor Coordenador Pedagógico.


3. Qual é a sua finalidade?

· Articular os diversos segmentos da escola para a construção e implementação do seu trabalho pedagógico. Fortalecer a unidade escolar como instância privilegiada do aperfeiçoamento de seu projeto pedagógico.· (Re)planejar e avaliar as atividades de sala de aula, tendo em vista as diretrizes comuns que a escola pretende imprimir ao processo ensino-aprendizagem.

4. Quantas são as HTPs?

No máximo 7 (sete), sendo, nesse caso, 3 (três) HTPCs cumpridas na unidade escolar e 4 (quatro) HTPs em local de livre escolha.


5. Para que servem as HTPCs na escola? 

Para estimular o desenvolvimento das atividades coletivas da unidade escolar

6. Quais são os seus objetivos?

I. Construir e implementar o projeto pedagógico da escola; II. articular as ações educacionais desenvolvidas pelos diferentes segmentos da escola, visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem; III. identificar as alternativas pedagógicas que concorrem para a redução dos índices de evasão e repetência; IV. possibilitar a reflexão sobre a prática docente; V. favorecer o intercâmbio de experiências; VI. promover o aperfeiçoamento individual e coletivo dos educadores; VII. acompanhar e avaliar, de forma sistemática, o processo ensino-aprendizagem.

7. Como devem ser as HTPCs na escola?

As HTPCs devem ser:

I. planejadas pelo conjunto dos professores, sob a orientação do diretor e do professor-coordenador de forma a:

a) identificar o conjunto de características, necessidades e expectativas da comunidade escolar;

b) apontar e priorizar os problemas educacionais a serem enfrentados;

c) levantar os recursos materiais e humanos disponíveis que possam subsidiar a discussão e a solução dos problemas;

d) propor alternativas de enfrentamento dos problemas levantados;

e) propor um cronograma para a implementação, acompanhamento e avaliação das alternativas selecionadas.

II. sistematicamente registradas pela equipe de professores e coordenação, com o objetivo de orientar o grupo quanto ao replanejamento e à continuidade do trabalho.

III. realizadas:

a) na própria unidade escolar, e preferencialmente, durante duas horas consecutivas e;

b) eventualmente, na Oficina Pedagógica ou num outro espaço educacional, previamente definido, através da utilização de parte ou do total de horas previstas para o mês em curso.

8. Como devem ser programadas as atividades?

Tendo em vista a organicidade do currículo do ensino fundamental e médio, as atividades devem ser programadas, através de reuniões:

I. entre professores de uma série, ciclo, área ou disciplina;

II. entre professores de todas as séries e/ou componentes curriculares.

9. Como devem ser atribuídas essas horas?

As HTPCs serão atribuídas como parte da jornada ao titular de cargo, e como carga horária para o ACT, desde que esses professores tenham, no mínimo, dez aulas atribuídas.

10. Como podem ser usadas essas horas, além de reuniões com os pares?

Poderão ser utilizadas para reuniões, atividades pedagógicas e de estudo, de caráter coletivo, bem como para atendimento a pais de alunos.

11. A que se destinam as horas pedagógicas em local de livre escolha?


Destinam-se à preparação de aulas, avaliação de trabalhos e correção de provas, atividades essas que não podem ser feitas nos horários de efetivo trabalho com alunos.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

SER EDUCADOR HOJE EM DIA

Ser educador hoje é viver intensamente o seu tempo; conviver é ter consciência e sensibilidade. Não se pode imaginar um futuro para a humanidade sem educadores, assim como não se pode pensar num futuro sem poetas e filósofos. Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também formam pessoas cidadãs.
Diante dos falsos pregadores da palavra, os educadores são os verdadeiros, "amantes da sabedoria"; os filósofos de que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber, porque constroem sentido para a vida das pessoas e para a humanidade e buscam juntos um mundo mais justo, mais produtivo e mais saudável para todos. Para Gadotti (2000), os educadores são imprescindíveis, sendo eles os verdadeiros construtores do processo de ensino-aprendizagem.
A aprendizagem é um processo que ocorre ao longo da vida, são momentos muitas vezes, de conflitos e divergências. Na visão de Jacques Delores (1998), vive-se hoje o chamado mundo globalizado que necessita, cada vez mais, de competências e habilidades, agilidade e sensibilidade, pressupostos de caráter humano que solicitam novos valores e critérios compatíveis com as mudanças da sociedade atual.
O educador é o responsável por estimular o prazer de compreender, descobrir, construir o conhecimento, curiosidade, autonomia e atenção no aluno. É preciso ensinar a pensar; a pensar a realidade e não apenas o "já dito" o "já feito", e só reproduzir o conhecimento.
Segundo Gadotti (2000), o conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que se faça no futuro, por isso, há o consenso de que o desenvolvimento de um país está condicionado à qualidade de sua educação.
A tarefa de educar, no entanto é delicada porque supõe, em princípio, amor, desprendimento, doçura, firmeza, paciência e decisão, além do domínio dos conteúdos e metodologias. Daí a necessidade da motivação, do encantamento; motivação que deve vir de dentro do próprio aluno, oportunizada pelos estímulos do professor.
Na visão de Freire (1996), o sentido de ensinar é fazer com que o ser humano veja novos padrões de vida, novas formas de perceber, ser, pensar e agir, e que vão auxiliar no uso do conhecimento, na resolução de problemas, construções de novos significados e pensamentos. 
E para que o indivíduo tenha experiências intelectuais estimulantes e socialmente relevantes é preciso à mediação do professor com boa conduta e domínio dos conhecimentos que deve ensinar e dos meios para fazê-lo com eficácia. O educador deve saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção (FREIRE, 1996, p. 47).
Segundo Freire (1996), o educador deve ter liberdade e autoridade, e que a liberdade deve ser vivida em coerência com a autoridade na condução de suas aulas; não pode ser imparcial em suas atitudes, deve sempre mostrar o que pensa, apontando diferentes caminhos, evitando conclusões, para que o aluno procure o que acredita, com suas explicações, se responsabilizando pelas consequências e construindo assim sua autonomia.

Para Freire (1996), motivar e auto motivar-se, é de fundamental importância no processo de docência, é a busca não apenas do conhecimento teórico e prático através de capacitação e formação, mas da relação docente-discente, sendo esta peça fundamental para a formação e educação crítica dos cidadãos.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O que é o PNAIC?



O Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa inclui avaliações anuais, formação continuada de professores e distribuição de materiais didáticos

15,2% das crianças brasileiras chegam aos oito anos sem estarem alfabetizadas. A alfabetização tardia pode atrapalhar a aprendizagem do aluno e, visando mudar essa situação, o Ministério da Educação lançou o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). Realizado entre municípios, distrito federal, estados e governo federal, o objetivo do pacto é alfabetizar em Português e Matemática todas as crianças até os oito anos de idade, no final do 3º ano do Ensino Fundamental.
O programa vai apoiar as escolas públicas em diferentes necessidades: estão previstas formação continuada de professores alfabetizadores, com curso presenciais e bolsas de estudos. Também serão distribuídos gratuitamente materiais didáticos e pedagógicos específicos para alfabetização, obras literárias, além de outras tecnologias educacionais, como jogos.

Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA)
Para avaliar a qualidade do aprendizado, o ministério da Educação oficializou no começo de junho a avaliação anual e censitária para crianças que terminam o ciclo de alfabetização, do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, em escolas públicas.

A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) irá produzir índices sobre o conhecimento dos alunos e ajudar no cumprimento das metas do PNAIC. Outra avaliação ligada à alfabetização é a Provinha Brasil, que é aplicada em alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, no início e ao final do ano letivo. Porém, é uma prova amostral e não censitária, como a ANA.

Apenas os alunos do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas que aderiram ao PNAIC participarão da primeira edição da ANA. A prova será realizada na segunda metade de novembro e os relatórios de desempenho devem chegar às escolas em abril de 2014. Serão avaliadas habilidades em língua portuguesa e matemática.

Em 2014, os alunos do 2º ano do fundamental também serão avaliados, para que haja tempo hábil de intervir pedagogicamente antes que as crianças terminem o ciclo.

A ANA faz parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), também composto pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), também conhecida como Prova Brasil. A primeira é feita de modo amostral por estudantes dos 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio das redes pública e privada. A segunda é censitária nos 5º e 9º anos do fundamental da rede pública.

sábado, 30 de março de 2013

AS SETE SAÚDES DO PROFESSOR



01)-Saúde físico-mental: O Professor tem que andar rotineiramente e com prazer, fazer exercícios orientados, caminhadas sadias, relaxar da correria rotineira, cotidiana, viajar sempre que possível, passear aproveitando a caminhada, talvez fazer yoga, procurar alimentar-se bem, procurar dormir tranquilo, fazer terapias se preciso for, para segurar o árduo batente do trabalho pesado em duas ou mais escolas.

02)-Saúde Familiar:O Professor tem que ter um estabelecimento residencial muito além de um simples endereço residual com número ou código de área, uma casa gostosa pra chamar de sua, um pacífico lar doce lar, pois o habitat de um ser humano é quase a sua pele vivencial mesmo, procurando morar razoavelmente bem, em espaço tranquilo.

03)-Saúde Financeira: O Professor tem que saber gastar, poupar, economizar, pesquisar preços, saber sacar abusos midiáticos na área consumista, evitar gastos desnecessários, mas, ainda assim - que a profissão seja uma espécie de missão - procurar na medida do possível estar fazendo o que gosta nesse campo de trabalho, pois na verdade nunca vai ganhar bem como deveria e precisa.

04)-Saúde Social: O Professor é um ser social (Kant), como o é um animal político (Sócrates), portanto deve saber mais do que ninguém cultivar amigos de qualidade, ótimos seres humanos principalmente, de preferência frequentar um clube para espairecer, ter um convívio sócio-familiar de qualidade, participativo socialmente falando também fora da sala de aula e da unidade escolar.

05)-Saúde Intelectual: O Professor pensa, logo é docente, logo existe por esse afazer, multiplica a informação, reproduz a ciência, pesquisa a dúvida, domina a técnica salutar, é politizado porque vota bem e certo, precisa ler jornal todo dia, ler ótimos livros – a melhor pedagogia é o exemplo – fazer cursos o tempo todo, ficar atualizado e atuante, ir ao cinema curtir novidades, ouvir boa música, assistir palestras de novas metodologias e técnicas instrumentais para a docência contemporânea.

06)-Saúde Espiritual: Sim, o homem tem razão, mas tem alma, logo é um ente espiritual, imagine-se então um Professor que é Educador, Mestre, referencial de qualquer meio, precisa estar cuidando da alma, não necessariamente só pelo viés de uma igreja – ama a teu próximo como a ti mesmo, diz a filosofia dos evangelhos – mas ter a consciência tranquila e a fé em Deus, a sensação do dever cumprido, de ter dado o melhor de si, de ter feito o seu melhor.

07)-Saúde Profissional: E, por fim, o Professor tem que estar afinado com a cultura, as artes em geral e principalmente as áreas de sua matéria-conteúdo, estar sempre alerta e reflexivo – estudar sempre como em qualquer profissão – buscando se especializar em múltiplas didáticas, programar aulas variadas, gostosas – o aluno tem direito a isso – trocar ideias com colegas.
Professor, caia na real, respire, não pire. Relaxe, não ache. Medite, não dite. Abrace, não force; você é o mais importante átomo do todo que é o universo, se aceitou essa obrigação, não se desgaste, nem brigue, obrigue-se, odeie o ódio, refaça o fácil, não reclame, ame, faça de sua vida uma tábua de esmeraldas, afinal, somos todos Anchietas nessa seara de formadores de opinião.

O sucesso de todo grande profissional realizado
É porque teve um ótimo professor lado a lado...
Saúde, Professor!

domingo, 23 de dezembro de 2012

E AÍ PROFESSOR!


Saúde e qualidade vocal do professor
O professor tem, no exercício de sua atividade profissional, o poder de transformar a nossa sociedade; através da educação tornar os sonhos realidade e levar um indivíduo aonde nem ele mesmo sonha ser capaz chegar. O desejo de ensinar, aliado ao conhecimento, à arte e à criatividade exige de si um constante aperfeiçoamento.
E esse aperfeiçoamento não se limita apenas ao campo cultural, atinge também os aspectos físicos e vocais.
Pesquisas e estudos realizados por profissionais da área da saúde em todo mundo são unânimes em considerar o professor como o profissional da voz com maior risco de desenvolver algum tipo de alteração vocal. Essa patologia também é conhecida como “transtorno vocal ocupacional”. Fatores como ruídos de fundo, acústica pobre da sala, distância interfalantes, qualidade do ar, demanda vocal, doenças respiratórias associadas à resistência vocal baixa e à técnica pobre contribuem para o aparecimento de lesões nas pregas vocais e rouquidão.
Geralmente, esses problemas são acarretados pela rotina que o educador enfrenta. Ele, muitas vezes, precisa lidar com a indisciplina e a falta de limites de alguns alunos e, ao tentar controlar a situação, acaba cometendo constantes abusos vocais.
O mais comum é o educador ajustar o tom de sua fala de acordo com o nível de pressão sonora do ambiente. Ou seja, o professor com menor consciência e percepção da voz fala mais alto, geralmente com a frequência mais aguda, e não percebe o esforço na produção da voz. Essa prática é conhecida como efeito Lombard.
Ao adotar algumas medidas preventivas, o educador percebe que a voz é a sua “ferramenta” valiosa, que uma vez saudável, pode tornar a comunicação muito mais prazerosa. A primeira medida a ser compreendida é a de que sintomas como rouquidão, fadiga vocal, pigarro, dores constantes de garganta e sensação de incômodo ao engolir devem ser investigados pelo médico otorrinolaringologista. Qualquer sintoma descrito acima não deve ser negligenciado pelo professor. O diagnóstico rápido e correto indicará o tratamento adequado. Por exemplo, um professor com nódulos vocais (popularmente conhecidos como “calos”) necessita de tratamento fonoaudiológico e quanto mais rápido for identificado, menor será o tempo deste tratamento.