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sábado, 29 de novembro de 2014

Líderes que inspiram a paz

Mahatma Gandhi foi um dos maiores líderes pacifistas da história, levando multidões a conhecer e a praticar o significado da não violência, na sua luta pela independência da Índia. Certa vez o líder indiano comentou o seguinte: "Posso até estar disposto a morrer por uma causa, mas nunca a matar por ela!". Quando, em certos momentos, a violência começou a se manifestar entre os indianos, Gandhi praticou o jejum, por duas vezes, colocando em risco a sua própria vida, com o objetivo de sensibilizar seus seguidores a não fazer uso da violência.
No outro lado do mundo, Martin Luther King, no seu famoso discurso "Eu tenho um sonho", em 1963, exortou os seus ouvintes com toda a convicção a lutarem pela liberdade e dignidade dos negros nos EUA, que na época sofriam segregação racial, violência policial e perseguições diversas. Porém, acrescentou no seu discurso "Não devemos deixar que nosso criativo protesto degenere em violência física. Sempre e cada vez mais devemos nos erguer às alturas majestosas de enfrentar a força física com a força da alma".
Homens como Gandhi e Martin Luther King provaram ao mundo que é possível promover grandes mudanças sem lançar mão da violência como forma de resolver conflitos. A Índia conheceu sua independência depois de décadas de diálogos e protestos pacíficos, liderados por Gandhi e seus discípulos. As leis racistas americanas foram abolidas graças ao empenho e à persistência de Martin Luther King e seus seguidores.
Os grandes líderes da humanidade nos ensinam que a não violência não se confunde com passividade ou harmonia idealizada. A não violência é um caminho que exige um exercício contínuo e incansável de diálogo, uma luta determinada e persistente contra as injustiças, uma prática constante de ações criativas em prol da humanidade.

Como vivemos numa época em que carecemos de bons modelos éticos para guiar nossas ações, busquemos nas belas páginas das vidas dos grandes líderes do passado a inspiração necessária para fazer a nossa parte na construção de uma cultura da paz no presente. E se houver lutas nesta construção, que elas aconteçam com a força da alma!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PARA QUE BRINCAR DE LUTAR?

Imaginem a seguinte cena: um grupo de cinco crianças de sete anos brincando no recreio. Dois deles são perseguidos pelos outros três que esbravejam "Vamos, temos que acabar com o "Duende Verde" e seu ajudante! Atrás deles!" Quando finalmente o grupo os alcança, tem início a luta. Os que tentam prender o "Duende" e seu ajudante puxam a camisa, seguram pelo braço, derrubam-o no chão e o seguram pela perna. O "Duende", tentando fugir, chuta, empurra, grita. No auge do confronto, ele consegue escapar às custas de um arranhão no "inimigo", que começa a chorar.
Nós adultos, diríamos: "Só podia dar nisso, ficam só assistindo esses desenhos violentos de hoje!". Mas, brincadeiras e dramatizações onde a violência aparece não são exclusivas de nosso tempo, são recorrentes em diversas culturas. Por que então algo que parece tão maléfico e sem propósito teima em se fazer presente no nosso dia-a-dia?

Brincando, a criança aprende sobre si mesma e sobre o mundo. Nesse processo ela é um agente ativo em seu próprio desenvolvimento, construindo e adaptando-se à realidade. Usa sua imaginação, expressa suas emoções, ganha autoconfiança e aprende a reforçar seus laços afetivos. É através da brincadeira que as crianças aprendem a lidar com tudo o que, na realidade, é assustador, como a violência e a morte. A brincadeira provoca na criança uma sensação de poder e controle que ela não tem na vida real, por se tratar de um faz de conta que ela comanda. Por isso, antes de proibir, devemos entender essas brincadeiras como parte do processo de crescimento de qualquer criança e ajudá-la a lidar com elas, já que às vezes alguém se machuca de verdade.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ÉTICA,VALORES E MORAL NA EDUCAÇÃO

Quando perguntamos aos educadores qual a meta de seu trabalho, a grande maioria diz que gostariam de formar alunos éticos, questionadores, que tivessem ações pautadas nos valores humanos e numa moral que prezasse pela retidão de caráter. Mas para que realmente isso ocorra, os educadores devem tentar ver a escola como um local que não é unicamente de transmissão de conteúdos.
Ao percebermos que não há como separar conteúdos de valores, podemos não nos desgastar tanto, pois estaremos mais preparados para lidar com situações de conflitos, preconceitos, discriminação, etc. Ensinar valores é inevitável, pois se sabe que as crianças e jovens não aprendem tanto pelo falamos, mas muito mais pelo que fazemos. Quando entendemos essa questão, temos possibilidade de optar por quais valores os alunos irão aprender e sabemos que inevitavelmente seremos um modelo o qual os alunos imitarão.
Diante disso, podemos nos tornar mais cautelosos e cônscios de nossas atitudes. E quando houver situações pertencentes ao campo das relações humanas, elas poderão ser encaradas como oportunidades educativas para trabalhar a moral, a ética e os valores.

Assim, para que a escola realmente possa colaborar para que seus alunos sejam éticos e questionadores, ela precisa ter isso como meta real, decidida coletivamente. Tendo clara qual a meta a ser atingida, deve propiciar espaços planejados de socialização: trabalhos em grupo, ações solidárias e participação do corpo discente na elaboração das regras de convivência da escola. Quando as incivilidades aparecerem, e certamente aparecerão, elas devem ser encaradas como oportunidades para que os alunos vivenciem valores, resolvendo seus conflitos sem violência e respeitando de verdade as diferenças.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O lugar da família quando o tema é violência escolar

Quando buscamos as causas da violência escolar, as famílias dos alunos frequentemente aparecem como uma das principais causas de tal fenômeno. Mas até que ponto essa crença é correta?
Sem dúvida, a família é essencial no desenvolvimento de qualquer indivíduo e poderíamos dizer que ela muitas vezes é a base para a formação da nossa personalidade. Mas não podemos deixar de pontuar que ela não é a única influência à qual as crianças estão submetidas. Desde que nascemos recebemos inúmeros estímulos dos mais variados ambientes e é essa conjunção de impressões que vamos colhendo ao longo da vida, a partir dos lugares que passamos e das pessoas com as quais convivemos que irá determinar nosso caráter. Assim, embora a família tenha um peso bastante considerável na nossa formação, não necessariamente será a referência determinante. Podemos ter como maior referência em nossa vida um professor, uma religião ou até mesmo a família de um amigo, pois somos seres humanos multifacetados e nossa identidade se constrói através de uma série complexa de situações, como se fosse um quebra-cabeça.
Nesse quebra-cabeça cada um que passar pela vida de uma criança terá sua parcela de responsabilidade por aquilo que ela se tornará e sem sombra de dúvida, a escola pode e deve contribuir para que sua parcela de participação seja perene e determinante. Isso significa pensar que assim como as famílias, os educadores são modelos para seus alunos, querendo ou não. Ao aprenderem por imitação, as crianças colocam o fator ambiental como causa dos seus comportamentos, fator esse que é representado pelas famílias, pela escola, pelos amigos, pela sociedade em geral.

Desta forma, a escola pode, assim como a família, ser uma das peças importantes desse complexo quebra-cabeça que é o caráter dos seus alunos e deve aproveitar essa excelente oportunidade de fazer a diferença!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MANIFESTO 2000


O Manifesto 2000 para uma cultura de paz e não violência foi formulado por personalidades premiadas com o Nobel da Paz, com o objetivo de chamar a atenção do indivíduo para que ele assuma sua responsabilidade em relação a essa questão. Não é um chamamento, nem uma petição dirigida a instâncias superiores.

Ele chama a atenção para a responsabilidade de cada ser humano de converter em realidade os valores, a atitude, os comportamentos que fomentam a cultura e a paz.

Reconhecendo minha parte de responsabilidade ante o futuro da humanidade, especialmente para as crianças de hoje e de amanhã, me comprometo, em minha vida diária, em minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, em meu país e minha região a:

RESPEITAR A VIDA E A DIGNIDADE DE CADA PESSOA,
Sem discriminação nem preconceitos;

PRATICAR A NÃO VIOLÊNCIA ATIVA,
Rechaçando a violência em Todas as suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular em defesa dos mais fracos e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes;

COMPARTILHAR MEU TEMPO E MEUS RECURSOS MATERIAIS
Cultivando a generosidade a fim de acabar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;

DEFENDER A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E A LIBERDADE CULTURAL
Privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e ao rechaço do próximo;

PROMOVER UM CONSUMO RESPONSÁVEL
E um modo de desenvolvimento que leve em conta a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta;

CONTRIBUIR PARA O DESENVOLVIMENTO DE MINHA COMUNIDADE
Propiciando a plena participação das mulheres e o respeito aos princípios democráticos, com o fim de criarmos juntos novas formas de solidariedade.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O QUE É LIGA PELA PAZ

Implantar a cultura de paz, respeito às diferenças, não violência, compreensão, compaixão e solidariedade entre os alunos do ensino fundamental, são os objetivos do Programa "Liga pela Paz", que disponibilizará material didático específico para a introdução da disciplina "Cultura de Paz", em algumas unidades da rede de ensino dos municípios onde estão presentes unidades da Biosev.
O Programa teve inicio atendendo alunos do 1º ano do ensino fundamental de 12 municípios onde a Biosev tem unidades. Na primeira fase desenvolveu os Seminários de Capacitação, dedicado aos educadores, e o Seminário de Sensibilização, onde reuniu a comunidade local, autoridades e educadores municipais. Já na segunda fase, a nova disciplina foi implantada nas escolas participantes. O Programa Liga Pela Paz é uma parceria entre a Biosev, Inteligência Relacional (centro de orientação) e Secretarias de Educação dos municípios.