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terça-feira, 19 de maio de 2015

Quem disse que não é melhor aprender brincando? Parte II!

VAMOS ENSINAR
No jogo didático, o professor escolhe o assunto com o qual deseja trabalhar antes da atividade. Para usar a brincadeira o caminho é diferente.

Primeiro precisa incentivar as crianças a brincar. Deve ainda ajudar a turma a criar as regras básicas do jogo e por fim deixá-las livres.

Depois que a brincadeira acaba, começa o trabalho do pedagogo. Embora não seja possível associar conteúdo didático com a brincadeira, você pode criar inúmeras atividades pedagógicas a partir de um jogo infantil espontâneo.

Os exercícios serão montados a partir do rumo que cada jogo tomou e com os temas em pauta na classe.

Eis algumas atividades que podem servir como base:

Produção de Textos:
Peça para que as crianças escrevam sobre o que brincaram. O interesse por esse trabalho é garantido. Sugira que façam desenhos da brincadeira para desenvolver a capacidade de expressão.

Geometria:
Um bom exercício é pedir aos alunos que desenhem os espaços em que brincaram, indicando as diferenças de tamanho e formato entre essas áreas. Para ajudar faça marcações no chão delimitando os espaços.

Matemática:
Pergunte quantas crianças usaram brinquedos iguais, quantas usaram de uma cor, etc. Trabalha-se com isso as noções de conjunto. Criar outras atividades matemáticas semelhantes não é tão complicado.

Geografia:
Montar um cenário ou maquete que reproduza a brincadeira é um ótimo trabalho de representação espacial.

Memória:
Peça que elas lembrem das várias etapas do jogo.

Desenvolvimento pessoal:
Proponha aos alunos que descrevam os personagens representados ou aquilo que sentiram ao brincar. Na atividade eles vão lidar com a autoimagem.

Conclusão:

Enfim, pratique, e pratique. Assim, cada vez mais você aprenderá com eles, qual a melhor forma de ensiná-los. E se cumprirá o verdadeiro axioma de todo educador: "Aprender a Ensinar, implica em primeiro aprender com o aprendiz!"

Quem disse que não é melhor aprender brincando?

Brincar é uma coisa natural nas crianças. Por que não aproveitar essa atração espontânea por brincadeiras e usar em sala de aula, ou em casa, introduzindo elementos didáticos nas atividades?
Quem leciona sabe o valor que tem as brincadeiras no universo infantil. Então, por que não usar esse recurso a seu favor durante as aulas?
Os benefícios são muitos, dentre os quais, serve para transmitir conteúdos, conhecer a personalidade das crianças, saber quais suas dúvidas e qual seu nível de conhecimento.
O comum é que os professores não deixem a brincadeira ocorrer espontaneamente, eles tentam controlar tudo, o que inibe o desenvolvimento de diversos e importantes aspectos para a personalidade infantil. Brincando, a criança aprende a lidar com o mundo e forma as bases de sua futura identidade.
Ali, ela recria situações do cotidiano, experimenta sentimentos básicos, como medo, ansiedade, carinho, etc.

INCENTIVE A BRINCADEIRA

Motive o grupo durante a brincadeira.

Lembre-se de que seu papel é ajudar a turma a se divertir, e não atrapalhar com atitudes restritivas.

Se impuser regras demais, ficarão intimidados. No entanto, se não orientar a turma, a atividade não vai ter a produtividade nem o retorno desejado. Veja como agir:

·         Organize a sala de aula, ou outro espaço disponível, para deixar ideal para as brincadeiras fluírem. Uma mudança simples na disposição das carteiras pode ter um efeito espetacular. Isso tornará o ambiente mais aconchegante, onde as crianças se sentirão à vontade para criar o que a imaginação manda.

·         Estude a possibilidade de que a escola compre brinquedos. Se puder dispor desses acessórios, organize-os num canto da sala, de uma forma lógica. Peças de casinha não devem estar misturadas com os brinquedos de montar, por exemplo. A organização temática ajuda a criança a reproduzir melhor a realidade. Mas não proíba as crianças de misturarem os brinquedos. Elas devem ter essa liberdade.

·         Institua a hora da brincadeira. Basta arrumar as cadeiras, distribuir brinquedos ou outros materiais, propor algum tema, como, por exemplo, brincar de pintor, e deixar que a turma brinque.

·         Use conteúdos didáticos como tema.

·         Historinhas tradicionais ou contos de fada são excelentes geradores de brincadeiras. Use as histórias preferidas pelo grupo. Colabore com os alunos na seleção dos papéis que cada um vai representar, a partir do conhecimento que já possui de suas personalidades. Ajude-os também a se vestir como os personagens.

·         As crianças se expõem muito enquanto brincam. Respeite-as, procure não ser repreensivo.

·         Seu papel é combinar regras e impedir que briguem. Mas, se a brincadeira começou como supermercado e acabou como uma aventura na selva, tudo bem.


·         Invente formas de incentivar a participação dos pais na compra ou confecção de brinquedos para a escola.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dinâmica Inicio do Ano Letivo

O país imaginário - Normas e Regras para Alunos
Essa dinâmica para o inicio de ano letivo tem por objetivo levar as alunos a perceberem que os direitos também são baseados em necessidades. Desenvolve o relacionamento interpessoal, comunicação e responsabilidade.

Materiais: Folhas de papel; marcadores.

Procedimento: Os professores dividem as os alunos em grupos de 5 e lêem o seguinte texto:
"Imagina que descobriras um novo país, onde ninguém tinha vivido antes, e onde não havia leis nem regras. Tu e os outros membros do teu grupo serão os pioneiros nesta nova terra. Não sabes que tipo de estatuto vais ter lá.”

Individualmente, o aluno escreve uma lista com três direitos que pensa serem essenciais para todas as pessoas que vão habitar este país.

Assim, o professor pede para as pessoas partilharem o que escreveram e concordarem numa lista de 10 direitos que o grupo ache que devam ser garantidos.
Eles deverão dar um nome ao país e escrever numa grande folha de papel juntamente com a sua lista.

Cada grupo apresenta a sua lista aos outros estudantes.

Se houver direitos que surjam repetidos o professor ou educador deverá assinalar com uma cruz.

Depois de todos os grupos terem apresentado, o professor pede para as pessoas encontrarem (se houver) direitos que se contradigam.

Dicas: Questões para discussão:
Será que esta lista pode ser totalmente racionalizada?
Poderão direitos semelhantes estar agrupados em conjunto?
Quão perto da realidade estará esta lista?
No que o grupo se baseou para construir a lista?
Como ocorreu o trabalho nos grupos?
Como avaliam a atividade?
Que lições e aprendizagens podem levar desta vivência?
Observar se os alunos tem boa imaginação e se ocorreu identificação entre os participantes da dinâmica.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Brincadeira Dez coloridos



Número de jogadores: grupos de 5 componentes.

Material: canudinhos de plástico de diversas cores (podem ser cortados ao meio, para economizar material) e giz de cera das mesmas cores dos canudos.

O jogo Dez Colorido permite trabalhar a contagem, a comparação de quantidades e a correspondência, além da fixação de cores e da socialização.

Regras:
·        Os integrantes de cada grupo somarão esforços para vencer o jogo;
·        Cada aluno receberá 10 canudinhos com cores misturadas aleatoriamente.
·        Primeiro, o professor vai incentivar a contagem verbal, pedindo que cada um se certifique de que possui realmente 10 canudos.
·        Feito isso o professor sorteia um giz de cera.
·        Cada aluno vai então contar quantos canudinhos possui da cor apresentado pelo professor;
·        O grupo, em seguida, deverá somar o total de seus canudos com cor idêntica ao do giz sorteado.
·        Ganha o grupo que tiver a maior quantidade de canudinhos daquela cor.

IMPORTANTE! Para ajudar na fixação das cores, pode-se usar no jogo canudinhos e giz com cores próximas, como, por exemplo, amarelo e alaranjado. As crianças devem fazer a classificação correta e, se houver dúvida, o professor pode levantar a discussão, nos grupos.

Para trabalhar a socialização, o professor pode pedir às crianças que coloquem os canudinhos da cor selecionada no meio da roda, junto com os dos colegas do grupo, trabalhando assim o sentimento de posse que as crianças demonstram fortemente nesta fase.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

BRINCADEIRAS

ECO-NOME
Os índios ianomâmis têm pelo menos dois nomes. Um deles é sagrado e, por isso, muito respeitado. Eles acreditam que ao pronunciá-lo a alma é tocada. E para que serve o outro nome? Serve para aproximar uns dos outros e... se divertir!

·        PARTICIPAÇÃO — Um grande grupo sem limite de integrantes.
·        ESPAÇO — Local que comporte um círculo feito pelos participantes.
·        COMO SE FAZ — Forma-se um círculo para que todos sejam vistos e ouvidos. Cada um de uma vez fala o nome completo e conta um pouquinho da história do seu nome: quem escolheu; qual a origem, o significado. E o sobrenome, de onde vem? O grupo pode ajudar. Depois, escolhe-se um nome para o grupo. Como o grupo gostaria de ser chamado? Com o quê acha que se parece?

Mas, antes disso, que tal “ver” o nome de cada um ser “mostrado” pelos outros? Pode-se fazer assim: uma pessoa do grupo vai ao centro do círculo, fala o primeiro nome em voz (bem) alta e, simultaneamente, faz um movimento qualquer que expresse como se sente nesse momento. Depois volta para seu lugar. Então todo o grupo vai para o centro do círculo repetir o nome e o movimento dele. Depois da apresentação de todos, o grupo escolhe um nome e um movimento para o grupo. Se houver necessidade podem-se fazer sugestões como combinar a letra inicial do primeiro nome de cada participante.

DICAS — Algumas vezes, acontece um certo intervalo entre uma e outra apresentação. Mas, assim como as pausas fazem parte de uma música, devemos aprender a integrar o silêncio e a respeitar o ritmo de cada um em nossos jogos.