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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O Papel da Mídia na Sociedade

"Qualquer suporte de difusão de informação que constitua simultaneamente um meio de expressão e um intermediário capaz de transmitir uma mensagem a um grupo". Assim definida pelo Dicionário de Português (DP), a mídia é um importante meio de propagação de notícias e comunicação em massa. Considerada o quarto poder vigente no Brasil – e em quase todo o mundo – ela faz muito mais que isso: influencia, determina tendências, age como uma verdadeira "força social" (DURKHEIM), direcionando os cidadãos de acordo com sua vontade.
Não se pode negar a importância da mídia na modernidade e a prova da evolução humana que ela representa, fazendo o mundo se interligar através de um simples "click", onde notícias podem chegar mais rápido ao estrangeiro do que a quem está ao seu lado (o que pode ser exemplificado no caso da "chacina da candelária", em que o presidente norte-americano ate então, George W. Bush, recebeu a notícia antes mesmo de FHC, representante máximo do governo brasileiro em vigor na época). Porém, como em qualquer outro investimento, é o lucro que a mantém ou, no vocabulário midiático, a audiência. E neste aspecto é onde seus maiores defeitos são expostos.
Como já disse Juremir Machado da Silva (em "A miséria do jornalismo brasileiro", p. 23), na era da informação, a maioria da população brasileira continua desinformada e manipulada. Se a finalidade inicial da mídia era informar, hoje é entreter, divertir, abdicar do conteúdo e procurar distrair o público com programas que julga agradá-lo.
Na seleção do que agrada ao público, surge mais um vilão da informação relevante e do conhecimento: os fait divers, que buscam o conteúdo leve, fácil e claro e pouco ou nada acrescentam ao intelectual do interlocutor.

Qual o papel da mídia na sociedade de hoje? Até que ponto os indivíduos receptores são responsáveis pela sua atual mediocridade? O conteúdo e a forma perderam espaço para a visibilidade. Na sociedade onde "o meio é a mensagem" (McLuhan), poucos se dão conta de que a mídia usa seu público para autopromoção e, cada vez mais, esquece seu primeiro, principal e mais belo objetivo de informar e propagar conhecimentos.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Tecnologia em Favor da Educação

ONTEM, HOJE E AMANHÃ
 O ensino vem sofrendo modificações em todos os aspectos, a todo instante. Seu currículo deve adaptar-se à realidade vivida e, muitas vezes, um professor deve empenhar-se em tornar sua matéria um pouco mais independente, a fim de alcançar certos objetivos (na maioria dos casos, preparar o aluno para o vestibular ou algo parecido).
A interação do indivíduo com a tecnologia tem transformado profundamente o mundo e o próprio indivíduo (SANCHO,1998,30). De fato, ao analisarmos as formas educacionais de alguns anos atrás, vê-se que alguns tópicos são bem diferentes. A educação segue uma evolução que vem desde a época das palmatórias até os dias de hoje, onde encontramos um ensino vinculado a programas de computador e meios eletrônicos. Existe uma grande mudança de hábitos.
A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NA EDUCAÇÃO
 Tempos atrás, a educação era extremamente dependente dos livros.  Acredito que esta dependência continuará a existir, porém, sabe-se que os meios de pesquisa estão cada vez mais amplos, graças ao auxílio de equipamentos eletrônicos e informatizados.
Os meios de comunicação libertaram as pessoas de um mundo que se limitava, até então, a apenas ver ou ouvir. Atualmente, permitem que tenhamos acesso a fontes de pesquisa internacionais dentro de nossas próprias casas, auxiliando aqueles que tinham dificuldades para adquirir vários livros, por exemplo. 
Logicamente, a internet não substitui a maneira tradicional de pesquisa. Através dos livros, a busca por determinado conteúdo requer certos conhecimentos sobre técnicas de pesquisa, leitura, resumo, etc. Além disso, o método é mais apurado. Hoje em dia, é possível encontrar na internet trabalhos prontos que, de fato, não forçam o aluno sequer à leitura do mesmo, quem dirá à análise detalhada.
A inovação digital possibilitou a ascensão não apenas das fontes de pesquisa, mas também das ferramentas que auxiliam no ensino-aprendizado. Através de softwares, por exemplo, muitas vezes torna-se possível fazer com que o aluno entenda melhor determinado assunto, de maneira menos complicada. Porém, é importante que os professores não se disfarçam do tradicional quadro-negro, pois certos ensinamentos necessitam dele.  Os softwares servem para auxiliar a fixação dos conteúdos, a editoração de gráficos e desenhos geométricos. É bom ressaltar que, ao falarmos sobre tecnologia, não somente estamos tratando de informática, mas também sobre equipamentos audiovisuais, como projetores, vídeos etc.

A evolução que estamos presenciando faz com que as pessoas criem uma cultura tecnológica. Podemos notar que a tecnologia gera novos avanços ou instrumentos não para dar respostas às necessidades das pessoas, mas o processo costuma ser inverso (SANCHO,1998,238), ou seja, temos que dominar esses conhecimentos, justamente para sermos capazes de responder aos sistemas tecnológicos.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Tecnologia – linha do tempo do que foi utilizado nas salas de aula

Como mostra a revista Nova Escola com o tema Guia de Tecnologia na Educação, com a apuração de Júlia Medeiros e colaboração de Elisângela Fernandes, podemos ver as seguintes transformações ocorridas com os equipamentos usados em salas de aula por professores.

Século XVIII – Quadro-negro e giz – possibilitam o aumento do número de alunos e o surgimento do professor que conhecemos hoje. Desde 1980, dividiram espaço com o quadro branco e o pincel atômico.

1887 – Mimeógrafo – Permite a impressão de pequenas tiragens com papel-carbono e álcool. Colabora principalmente na preparação de provas, em exercícios e lições de casa.

1900 – Episcópio – Projeta, em tela, objetos ou superfícies opacos, como fotografias e páginas de livros. Para funcionar corretamente, a sala deve estar completamente escura.

1950 – Retroprojetor – Com ele, o professor não precisa mais ficar de costas para a turma. Além disso, preparar as transferências é bem mais rápido do que escrever com o giz no quadro.

1971 – Computador – O primeiro uso em aulas no Brasil foi na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mas, rapidamente, passou a contribuir também para o ensino das crianças.

1984 – Data-show – Exibe a imagem do computador em uma tela ou na parede. Tem gerado o abandono dos demais recursos de projeção que existiam antes dele.

1990 – Internet – Apesar de ter sido utilizada na Guerra Fria, ela chega às escolas na década de 1990. A partir daí, revoluciona o acesso de professores e alunos à informação.

1991 – Lousa Digital – Reproduz a imagem do computador em uma tela sensível ao toque, na qual também é possível escrever. Com isso, deixa o antigo quadro com cara de passado.

2010 – Tablet – Nos Estados Unidos, existem mais de 20 mil aplicativos educativos. No Brasil, há intensa distribuição para docentes e alunos do Ensino Médio, com usos variados.

Tecnologia na sala de aula

Todo e qualquer trabalho em sala de aula deve ter um objetivo. A tecnologia na escola deve ter a finalidade de ensinar. Estamos confrontando uma geração que está a todo o vapor, o mercado lançando aparelhos cada vez mais modernos, e a escola, por sua vez, deve acompanhar a nova era, a nova geração. Assim, o professor deve usar os meios tecnológicos como estratégia e recursos de ensino. Isso implica dizer que a tecnologia deve estar presente nos planos de aula e projetos estabelecidos tanto pelo professor quanto pela escola.

Em uma entrevista à Revista Escola, a pesquisadora Maria Elizabeth de Almeida falou: “Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares”.

Defensora do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação, ela faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite, e o professor precisa compreender em quais atividades ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. “Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo”, explica a educadora e pesquisadora.

Ainda de acordo com Maria Elizabeth, a tecnologia em sala de aula facilita o aprendizado do aluno por se tratar de novas linguagens digitais que estão no cotidiano dos alunos e das escolas: “Esses alunos já chegam com o pensamento estruturado pela forma de representação propiciada pelas novas tecnologias”.

Implica dizer que hoje é muito fácil para as crianças e os jovens lidarem com a nova linguagem, através de celulares, lan house, a ponto de já saberem antes mesmo de ser mostrado. Daí a importância e a necessidade de atraí-los, pois essa nova geração gosta do novo, de desafios; e a escola junto com o corpo docente deve ir ao encontro deles, levando uma metodologia inovadora, a fim de despertá-los para uma aprendizagem que não seja monótona e cansativa, mas que os levem à descoberta, à integração e à comunicação.

Tecnologia e Educação

As Tecnologias da Informação e Comunicação têm causado uma mudança imensa na Educação, dando origem a novos meios de difusão do conhecimento e da aprendizagem e, particularmente, interferindo nas relações entre professores e alunos. As enciclopédias foram substituídas pelas enciclopédias digitais, pela consulta de portais acadêmicos e outros sites diversificados. Passamos a usar sistemas eletrônicos e apresentações coloridas para converter as aulas tradicionais em aulas mais atrativas e, frequentemente, deixamos de lado o consagrado quadro-negro e o giz e passamos diretamente para as superfícies e projeções interativas.

A revolução que surgiu através da internet possibilita que a informação produzida em qualquer lugar esteja rapidamente disponível em todo o mundo, originando uma reforma nas práticas de comunicação e educação em vários aspectos, como na leitura, na escrita, na pesquisa. A tecnologia é usada como instrumento complementar na sala de aula ou como estratégia de propagar a informação, permitindo tanto o ensino como o trabalho individual ou em grupos entre alunos. Ela está presente também nas reformas educacionais.

A TV Escola é um programa voltado para a educação a distância, em que milhões de alunos e professores são beneficiados. As escolas ganham televisão, antena parabólica e, conectadas a um canal exclusivo via satélite, recebem uma programação de alta qualidade.

O renascimento tecnológico tem sido visto como um conjunto de pesquisas, descobertas e inovações nas últimas décadas. A força fundamental que incentiva esse renascimento é a inteligência traduzida pelo uso de instrumentos científicos e tecnológicos.

Para os PCNs, o computador é ao mesmo tempo ferramenta e instrumento de mediação. Ferramenta porque permite ao usuário realizar atividades que seriam muito difíceis ou mesmo impossíveis, de construir objetos virtuais, fazer simulações, realizar cálculos com rapidez e editar textos. E um instrumento de mediação porque possibilita o estabelecimento de novas relações para a construção do conhecimento e novas formas de atividade mental.

O uso do computador possibilita a interação e a produção de conhecimento no espaço e no tempo. O meio informático possibilita diferentes formas de comunicação, produzindo ou recebendo informações.

Atentando para as considerações anteriores, é impossível pensarmos em cidadania sem uma alfabetização tecnológica. Poder usufruir da Tecnologia da Comunicação e da Informação deve ser uma competência básica a ser favorável no conjunto do currículo escolar e de suas disciplinas.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Novas tecnologias invadem as salas de aula

Smartphones, tablets, notebooks e outras tecnologias são, há algum tempo, aparelhos que os jovens usam para a própria diversão. Sabendo disso, muitos educadores já perceberam que os eletrônicos podem deixar de ser inimigos do processo educacional e passarem a ser grandes aliados do ensino.
O uso da tecnologia no mundo da educação vai, aos poucos, deixando de ser promessa para se tornar uma realidade nas instituições de ensino do país. Muitos professores já percebem que os eletrônicos são um eficiente meio de gerar interesse dos alunos com conteúdos interativos, imagens e vídeos.
O tablet, um dos dispositivos móveis de comunicação a que a população passou a ter mais acesso nos últimos anos, pode ser um instrumento importante para o professor no processo educacional, como destaca Luiz Manoel Figueiredo, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Para ele, as tecnologias deixaram de ser agentes complicadores da educação para serem boas opções de ensino.
“Especificamente sobre os tablets, eles podem fazer com que os professores produzam suas próprias videoaulas, com um equipamento barato, que eles podem usar no dia a dia, sem nenhum grande recurso  tecnológico. É simplesmente saber utilizar a tecnologia. O educador pode se tornar produtor do seu próprio material didático, fazendo suas próprias videoaulas, e ser o distribuidor desse conteúdo para os seus alunos”, aponta o professor, que foi um dos palestrantes do 45º Seminário Brasileiro de Tecnologia Educacional, no qual abordou o tema “Uso de dispositivos móveis para produção de objetos de aprendizagem.”
O fato das tecnologias estarem inseridas no cotidiano de professores e estudantes faz com que a mudança na forma de dar aula seja cada vez mais natural. Isso não quer dizer que os profissionais de educação não precisem de especialização. Cursos de capacitação e palestras são boas maneiras de aprendizado desse novo momento da educação.
“As crianças de hoje já vivem essa realidade em sala de aula. Os professores podem aprender com essas ferramentas que eles já estão usando, como celulares smartphones, tablets, para que eles possam  aprimorar o seu planejamento. Para isso, os professores terão que sentar, estudar e compreender esses equipamentos para poder inserir essas mídias no planejamento de aula deles”.
As vantagens na utilização desses objetos em sala são inúmeras. Com eles, o professor pode substituir o conteúdo escrito no quadro negro por arquivos digitais, economizando um tempo precioso de aula, além de ser um atrativo para os estudantes. Jogos e exercícios também começam a serem utilizados, o que faz com que alunos se sintam mais motivados. Além disso, a economia de papel é um importante benefício trazido pela tecnologia.

Aos poucos, livros, que antes só eram disponibilizados na versão impressa, estão passando por um processo de digitalização. O uso dos chamados e-books (livros virtuais) faz com que o peso do material escolar diminua consideravelmente, facilitando a vida dos alunos e professores. O Ministério da Educação (MEC), inclusive, anunciou recentemente o edital para livros didáticos das escolas públicas em 2015 no qual consta a inserção de obras multimídias.

A proibição do celular nas escolas faz sentido?

“A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.”
A frase, de Jean Piaget, não poderia ser mais atual, mas precisa encontrar eco nos novos desafios agora impostos aos educadores na formação de uma geração de estudantes que são nativos digitais.
Não é incomum ouvir pessimistas de plantão incrédulos com a adoção das novas tecnologias nas escolas, especialmente nas instituições públicas, que recebem estudantes com condições sociais mais precárias, sob o argumento de que não só não há recursos para investir na compra de equipamentos e de que a escola tem outras prioridades mais urgentes, mas também de que estes jovens não teriam a cultura necessária para utilizar computadores, tablets, softwares ou pesquisar na Internet.
Será mesmo? Antes de fazer uma análise do ambiente escolar, cabe avaliar o comportamento desta nova geração no acesso e uso das tecnologias digitais. Basta um olhar mais atento para perceber que, assim como aconteceu com o rádio e depois com a TV, os celulares, os tablets e computadores, de uma forma geral, estão cada vez mais presentes nos domicílios das classes menos favorecidas, criando assim um cenário bastante favorável para adoção deste tipo de tecnologia nas escolas.
De acordo com recente pesquisa realizada pelo CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) com o apoio da Fundação Victor Civita com estudantes do Ensino Médio, com faixa etária entre 15 e 19 anos, residentes em São Paulo e Recife e renda familiar inferior a R$ 2,5 mil, quase 60% possuem um celular ou tablet com acesso à Internet e mais de um quarto deles já os utilizou para estudar e realizar atividades escolares.
Ao invés de coibir o uso do celular, as escolas deveriam incorporá-lo como um recurso que já tem uma forte ligação com a rotina dos estudantes. Se bem aplicados e com um planejamento bem elaborado, eles podem contribuir fortemente para envolver os alunos em um processo de aprendizagem baseado em projetos, envolvendo atividades desafiadoras e que são conectadas ao cotidiano do aluno. As escolas devem estimular a criação de conteúdos e o desenvolvimento de projetos educacionais e pedagógicos que o transformem em uma poderosa ferramenta de ensino e aprendizagem.
O celular pode permitir aos alunos pesquisar na Internet, criar textos, gravar vídeos, tirar fotos, produzir podcasts, armazenar dados e compartilhar todo material nas redes sociais e blogs, possibilitando, inclusive, desenvolver projetos colaborativos envolvendo alunos de várias escolas e até mesmo de outros países, entre diversos outros recursos que irão tornar o processo de ensino e aprendizado muito mais empolgante.

Adotar as tecnologias digitais na educação é um caminho sem volta. Mas não é preciso reinventar a roda. Agregar o celular como ferramenta pedagógica já pode ser um excelente começo. Proibir seu uso nas escolas faz com que os alunos se sintam em um presídio, de acordo com a pesquisa desenvolvida pelo CEBRAP.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Gestão escolar e novas tecnologias

Uma questão importante e, no entanto, pouco abordada comparativamente à sua importância, diz respeito à relação entre os gestores das unidades educacionais e o uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) no ambiente escolar.

Embora seja um fato bem estabelecido que as escolas só tenham a ganhar com o uso das TICs, tanto do ponto de vista pedagógico como do ponto de vista gerencial, ainda há uma lacuna bem pronunciada entre a compreensão da necessidade desse uso e a implementação efetiva dessas novas tecnologias na escola.

O uso das novas tecnologias que, em um primeiro momento, se parece com um complicador a mais na árdua tarefa de gestão do ambiente escolar, acaba se mostrando uma solução simplificadora na medida em que pequenas ações vão se somando e produzindo uma escola mais dinâmica, com um ensino de melhor qualidade e uma gestão menos complexa.

Muitos gestores têm tanta dificuldade em lidar com essas novas tecnologias quanto o corpo docente da escola e isso lhes dá, assim como dá ao corpo docente, a falsa impressão de que a tecnologia é um complicador a mais e, por isso, quanto menos tecnologia mais simples será o processo de gestão da escola. Mas esse é um erro conceitual que a prática vem mostrando ser danoso.

Investir no uso das novas tecnologias não demanda a elaboração de projetos mirabolantes e nem a necessidade de recursos exorbitantes. Esse investimento pode ser gradual, com pouco ou nenhum recurso, e não precisa estar atrelado a um projeto específico da Secretaria de Educação, da Diretoria de Ensino ou de alguma instituição paralela.

A gestão escolar pode implementar um projeto de uso das novas tecnologias a partir do levantamento dos usos atuais dessas tecnologias e de um plano de ação, ou plano de metas, que tenha como objetivos, pelo menos:
1.    A inclusão digital de alunos e professores da escola
2.    A informatização dos dados dos alunos e dos professores e a correspondente geração de relatórios administrativos e pedagógicos
3.    O uso da Internet e de seus recursos Web 2.0 e a implementação de meios de comunicação eficazes com alunos, professores e com a comunidade
Ações que permitem implementar esse plano de ação incluem:
1.    Abertura da Sala de Informática da escola ao uso dos alunos e professores
2.    Estabelecimento de parcerias estratégicas com a comunidade
3.    Disponibilização de recursos tecnológicos aos professores e aos alunos
4.    Inserção das TICs nos projetos pedagógicos da escola

O gestor não precisa ter um grande domínio da tecnologia para implementar essas ações e gerir esse plano, mas precisa ter sensibilidade para procurar na própria escola e na comunidade as pessoas que têm uma proximidade maior com essas tecnologias e delegar a elas as tarefas que requerem implementações práticas. Cabe ao gestor o papel de criar e manter condições para que essa equipe possa trabalhar com autonomia e disponibilidade de recursos, sendo o ingrediente fundamental para o sucesso desse projeto apenas a predisposição dos gestores ao uso das TICs.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PESQUISA NA INTERNET

Mais de 90% professores utilizam conteúdos da internet para dar aulas, diz pesquisa.
A pesquisa apontou também que 88% dos docentes fazem adaptações nos conteúdos.

Pesquisa  realizada pela Ong Ação Educativa com o apoio da Wikimedia Foundation sobre recursos educacionais abertos — ou seja, dispostos gratuitamente na internet —  no Brasil — menciona que 96% dos professores de educação básica utilizam esses conteúdos para elaborar aulas e ajudar nos estudos.
Os dados têm base em um estudo da TIC Educação, realizado em 2013 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A pesquisa apontou também que 88% dos docentes fazem adaptações nos conteúdos abertos disponíveis. Porém, apenas 21% dos entrevistados, disseram que publicam seus materiais na web.

Os resultados do estudo “Recursos educacionais abertos no Brasil: o campo, os recursos e sua apropriação em sala de aula” realizado pela Ação Educativa e pela Wikimedia Foundation complementam essas informações, e foram apresentados na última terça-feira (30 de setembro), em São Paulo.
Para esse estudo, foram realizados levantamentos entre março e agosto de 2014. O objetivo foi identificar os principais atores do campo dos REA (Recursos Educacionais Abertos) no Brasil. 

Também foram computadas quais são as oportunidades e obstáculos para o uso e a apropriação dos REA em língua portuguesa pelas comunidades Wikimedia e educacional do País. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

As novas tecnologias: desafios e suas implicações no ambiente escolar e na prática docente

A introdução das mídias e das tecnologias no ambiente escolar pode contribuir para a melhoria das condições de acesso à informação, minimiza limitações relacionadas ao tempo e ao espaço e permite agilizar a comunicação entre professores, alunos e instituições. Além disso, os recursos tecnológicos da informática na educação escolar vieram contribuir na inovação da prática do professor em seu trabalho diário em sala de aula. Por outro lado, é pura ilusão pensar que tais vantagens são apenas graciosidades do mundo globalizado para amenizar conflitos ou corrigir injustiças impostas pelas diversas analogias de poder.
No plano didático, o uso dos recursos tecnológicos traz também competições de diferentes ordens, envolvendo a necessidade de rever princípios, conteúdos, metodologias e práticas harmonizáveis com as potencialidades dos instrumentos digitais.
O docente necessita dominar o conhecimento na prática diária de sua docência, para que isso ocorra, ele necessita está buscando novos conhecimentos através de uma formação continuada no decorrer de toda sua carreira profissional.
O domínio desse conhecimento aplicado ao trabalho docente forja a pedagogia como um campo, do ponto de vista cientifica, em que se radica uma racionalidade que lhe é própria.
O professor, como sujeito do saber, é mediado pelo dialogo da relação entre ele o educando e o saber de formação ali posto em intenção, como escreveu Paulo Freire (2002, p. 25), "ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou sua construção".
É importante, entretanto, a discussão entre os conhecimentos da formação e os conhecimentos constituídos na prática escolar, que se constitui espaço onde afloram problemas e dificuldades onde se experimentam, constroem e reconstroem metodologias e onde se produzem alternativas para contornar os víeis surgidos na vivencia diária da sala de aula.

É necessário para uma boa prática não só os saberes constituídos no decorrer de sua carreira, mas, também, investir no saber disciplinar, sem o qual não se efetiva a atividade de transmissão do conhecimento, mesmo considerando-se que o que ensinar teria prioridade sobre o como ensinar. Segundo Sacristán (1999, p. 89) "o conhecimento realmente operativo, na prática pedagógica, é o que justifica os esquemas práticos que se exercem". (SACRISTÁN, 1999, p. 89)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

INFORMÁTICA EDUCATIVA

Sugestões DE AULAS PARA o
ENSINO FUNDAMENTAL ANOS INICIAIS

O recurso da informática no Ensino Fundamental Anos iniciais, assume como objetivo maior a fixação dos conteúdos didáticos relacionados a uma determinada disciplina, o computador torna-se aliado de todas as outras atividades previamente desenvolvidas pelo professor. Para a criança trata-se de uma característica natural, ou seja, o computador é visto como uma atividade lúdica, outro objeto interessante para manipular, explorar e projetar seu interesse pela descoberta.

As atividades propostas serão desenvolvidas na sala de computação com grupos de no máximo 15 alunos. Promover pelo menos uma aula no mês.

OBJETIVOS:

ü Trabalhar a coordenação motora, criatividade, raciocínio, habilidade e atenção do aluno.

PROCEDIMENTOS:

Ø Apresentação da sala de informática para todos os alunos e comunicar das normas e procedimentos  para o bom andamento do trabalho da sala;
Ø Mostrar e falar o que é o computador e as suas partes;
Ø Mostrar e falar as funções do teclado e do mouse;
Ø Apresentar as funções das teclas Backspace, Caps lock, Tab, Enter e Espaço;
Ø Aprender as funções das teclas Alfabéticas, Numéricas, Sinais e Pontuações;
Ø Apresentar o editor de texto Writer;

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

v Digitar as letras do alfabeto – maiúsculas e minúsculas;
v Digitar os números – 1 a 50;
v Digitar ortografia, texto, poema, música, piada, etc. tendo com referência o livro didático;

v Jogar o jogo do homem batata;

domingo, 26 de janeiro de 2014

A INFORMÁTICA EDUCATIVA



Nos dias de hoje, tornou-se trivial o comentário de que a tecnologia está presente em todos os lugares, o que certamente seria um exagero. Entretanto, não se pode negar que a informática, de forma mais ou menos agressiva, tem intensificado a sua presença em nossas vidas. Gradualmente, o computador vai tornando-se um aparelho corriqueiro em nosso meio social. Paulatinamente, todas as áreas vão fazendo uso deste instrumento e fatalmente todos terão de aprender a conviver com essas máquinas na vida pessoal assim como também na vida profissional.
Na educação não seria diferente. A manipulação dos computadores, tratamento, armazenamento e processamento dos dados estão relacionados com a ideia de informática. O termo informática vem da aglutinação dos vocábulos informação + automática. Buscando um sentido léxico, pode-se dizer que Informática é: “conjunto de conhecimentos e técnicas ligadas ao tratamento racional e automático de informação (armazenamento, análise, organização e transmissão), o qual se encontra associado à utilização de computadores e respectivos programas”.
Estudioso do assunto, refere-se ao computador como “uma máquina que possibilita testar ideias ou hipóteses, que levam à criação de um mundo abstrato e simbólico, ao mesmo tempo em que permite introduzir diferentes formas de atuação e interação entre as pessoas.” Sendo, por conseguinte, um equipamento que assume cada vez mais diversas funções. Como ferramenta de trabalho, contribui de forma significativa para uma elevação da produtividade, diminuição de custos e uma otimização da qualidade dos produtos e serviços. Já como ferramenta de entretenimento as suas possibilidades são quase infinitas.
Através da Internet, é possível ignorar o espaço físico, conhecer e conversar com pessoas sem sair de casa, digitar textos com imagens em movimento (gifs), inserir sons, ver fotos, desenhos, ao mesmo tempo em que podemos ouvir música, assistir vídeos, fazer compras, estreitar relacionamentos em comunidades virtuais, participar de bate-papos (chats), consultar o extrato bancário, pagar contas, ler as últimas notícias em tempo real, enfim, trabalho e lazer.
Embora seja um instrumento fabuloso devido a sua grande capacidade de armazenamento de dados e a facilidade na sua manipulação não se pode esquecer que este equipamento não foi desenvolvido com fins pedagógicos, e por isso é importante que se lance sobre o mesmo um olhar crítico e se busque, face às teorias e práticas pedagógicas, o bom uso desse recurso. O mesmo só será uma excelente ferramenta, se houver a consciência de que possibilitará mais rapidamente o acesso ao conhecimento e não, somente, utilizado como uma máquina de escrever, de entretenimento, de armazenagem de dados. Urge usá-lo como tecnologia a favor de uma educação mais dinâmica, como auxiliadora de professores e alunos, para uma aprendizagem mais consistente, não perdendo de vista que o computador deve ter um uso adequado e significativo, pois Informática Educativa nada tem a ver com aulas de computação.
A Informática Educativa privilegia a utilização do computador como a ferramenta pedagógica que auxilia no processo de construção do conhecimento. Neste momento, o computador é um meio e não um fim, devendo ser usado considerando o desenvolvimento dos componentes curriculares. Nesse sentido, o computador transforma-se em um poderoso recurso de suporte à aprendizagem, com inúmeras possibilidades pedagógicas, desde que haja uma reformulação no currículo, que se crie novos modelos metodológicos e didáticos, e principalmente que se repense qual o verdadeiro significado da aprendizagem, para que o computador não se torne mais um adereço travestido de modernidade.