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sexta-feira, 29 de março de 2013

PAIXÃO DE CRISTO


Hoje sexta-feira da paixão. Jesus era um homem de ideais revolucionários para sua época, ideias perigosas para si e para os seus, pois eram ideias libertárias, que transcendiam o seu humano pessoal, particular, Jesus não vivia para o ego, mas para o Cristo. Para a voz que bradava em sua alma no deserto da humanidade, e lhes oferecia água viva, curava os cegos, dava voz ao mudo, fazia o coxo andar, realizava prosélitos e por isso todos o procuravam, por onde ele passava aonde ele chegava às pessoas o procuravam para acalentar suas dores, curar suas feridas, apaziguar as suas almas.

Muitos o seguiam, homens, mulheres e crianças, ele era Jesus de Nazaré, e onde quer que ele fosse levava consigo a boa nova, a voz da esperança aos injustiçados e famintos. Fora o lupanar dos que jaziam nas trevas da desesperança. O homem de Nazaré chamou a atenção de todos, dos pobres, dos ricos e imperadores, sua voz ecoava na aridez dos corações humanos como água límpida jorrando num oásis no deserto da alma humana. Foi o marco que dividiu a humanidade antes e depois do cristo, elevando a suas ideias a condição de religião, que se eternizou no tempo, tornando-se a maior religião do ocidente. 

Contudo, o homem de Nazaré entra em Jerusalém carregado num burrico, pesaroso dos rumores que afetavam a sua alma, seu apostolo Felipe previa nos rumores que ele seria escarnecido pela turba e que poria sua vida em perigo de morte e convida o mestre a fugir daquela situação que ele intuíra, mas Jesus assume para si o sacrifício e entra em Jerusalém para seu destino. Sua alma estava triste e pesarosa, ele sentia em seu espírito o pesar da conspiração e da traição daqueles que o virava as costas e o entregava a morte. Ele o Cristo, sentia o pesar e a dor de carregar o peso da cruz de toda humanidade em seus ombros, e à noite vai ao jardim das oliveiras orarem a Deus e pedi para que Deus afaste de si aquele cálice. Aquela era a noite de trevas, e a dor de toda a humanidade caem sobre seu espírito como um véu negro que a tudo obscurece. Ele sabia que seria entregue aos soldados romanos, que havia sido traído e que seria sacrificado como cordeiro de Deus, mas toma para si a sua cruz e vai até o final de sua missão para ser coroado por uma coroa de espinhos, julgado e escarnecido nas ruas que ensinara a boa nova, a justiça, a esperança, o amor, o perdão a cura e a libertação.

EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA

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